domingo, 24 de abril de 2016

contemplações


"A pureza é a capacidade de contemplar a mácula."

Contemplemos o belo e o feio. A vida não é um acaso de padrões em seu próprio egoísmo.
Existe um velho ditado que diz: Somos mais gratos à vida, quando somos capazes de contemplar os instantes, sem pensar em porquês. 

Racionalizamos demais onde os instantes devem imperar, porque quando você passa a enxergar a maneira que os olhos contemplam, você entende que eles são além do que meros reflexos. São verdadeiros mundos.

E cada um em seu universo particular não é?

Ninguém compreende a extensão de suas visões, percepções, encontros e realidade interior. Talvez, eu digo talvez; exista uma dose de egoísmo, onde você possa não querer compartilhar sua visão, mas quando menos se dá conta, os mundos se cruzam e você passa a enxergar outros sentidos em diferentes olhares...onde todos se cruzam e fazem absoluto sentido.

É preciso construir experiências.
E para tanto se carece de evolução, a maturidade da experiência deve imperar no coração do ser que já passou pelas ilusões da existência. Se você enxergar somente para sí, o belo permanecerá oculto e jamais será o reflexo. Refletir significa dividir, experimentar, recriar e acima de tudo compartilhar.

Mergulhe, contemple o infinito em sua plenitude, isso será o mesmo que admirar a mais pura e inconfundível beleza que habita no teu ser.

Ao contemplar a vida percebemos que nos alternamos entre dois mundos no esforço de satisfazer duas necessidades humanas básicas: a de sentir-se bem-sucedido e importante e a de pensar em nós mesmos como uma boa pessoa, alguém que merecia a aprovação de indivíduos igualmente bons.
Nossa auto-imagem é como uma fotografia fora de foco, duas imagens levemente borradas em vez de uma única e nítida. 

Dedicamos grande parte da nossa vida e uma considerável quantidade de energia ao esforço de eliminar a lacuna existente entre os anseios da alma e as censuras da consciência, entre a necessidade com freqüência conflitante de termos certeza de que somos bons e a satisfação de ouvir que somos importantes. As pessoas que mais admiramos tendem a ser aquelas que nos dão a impressão de terem eliminado essa lacuna, de terem resolvido o conflito...

E existem tantos conflitos imperativos na vida, aqueles que não nos livramos por pura conveniência, teimosia ou medo. Conheço e certamente conhecerei inúmeras pessoas com  receio das belezas.

As pessoas acordam do sono da ignorância para contemplar a aurora
espiritual, mas para 'manter o dia radiante e claro',é preciso adquirir
um testemunho da verdade, se não, o sono volta.


E quando aprendermos a contemplar a vida em cada pequeno detalhe e ver a grandeza do que nós somos, não precisara de mais nada para estar feliz e grato por simplesmente existir.

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