sábado, 4 de julho de 2015

Das verdades da vida.


Não existe verdade absoluta, já dizia Platão.

É preciso pararmos de contar o tempo. Mais um ano...mais um dia...
Existe uma frase muito certa sobre isso: haja ontem para tanto hoje; talvez por isso a existência e seus dias sejam tão cheios de significados, onde todos e absolutamente cada um possuam valores e significados distintos.

É tanta intensidade que faltam adjetivos.

Vivemos para os acontecimentos; alguns nos permitimos...para outros somos surpreendidos pela leveza do ser e da permissão inesperada. A prudência em cada um esta no abandono ou na banalidade que a vida nos submete e na leveza de se entregar.

Para cada episódio deixamos muito, levamos algo, doamos muito mais do que ganhamos; é assim; somos pagadores de dívidas existenciais e quando acertamos nossas pendências nos obrigamos a riscarmos certas listas, apagar e seguir em frente.
E mesmo riscando, outra lista nascerá; faz parte da vida somarmos no decorrer do caminho. 

Nós aprendemos?, esta aí uma pergunta que jamais saberemos responder sem abrirmos precedentes para novos questionamentos.
Mudamos ou nos adaptamos; é isso. Mas quem nunca mudou ou aprendeu a se adaptar com o tempo certamente ainda não caminhou o suficiente. 

O tempo...inevitavelmente a única certeza que nos freia, nos acelera, impulsiona nosso ser em descontarmos nas incertezas as banalidades as quais tanto insistimos em viver.
Somos exatamente o que nos propomos ao abrirmos mão das verdades?
Certo que sim.

E quem poderá descrever ou enumerar as passagens de nossa lista pessoal, se não nós mesmos?. A verdade é que desistimos de contar nossas ações; deixamos que as palavras tomem proporções e muitas vezes abafamos, encurtamos ou mesmo provamos o silêncio de nossa verdade pessoal. Jogamos com a felicidade e isso traz para a nossa lista o número um das pendências que abraçamos. 
Não nos anulamos como prova de contradição, não existe tal fato.

Olhamos em volta e enxergamos...
Se prestarmos atenção veremos que tudo que acontece é uma pecinha que completa um quebra-cabeça. E que a cada peça ele vai tomando forma. É como se cada passo nosso estivesse interconectado com uma lei própria, cronometrado em uma sincronia incrível. Os amigos, os amores, a família.

A vida vai dançando a música que escolhemos com uma melodia harmônica.
A alegria de ser único, inteiro e completo e também de poder acrescentar, de ser parte de algo maior e muito além de nossa compreensão racional. 

Escolhi como verdade as palavras que escuto nas entrelinhas e no silêncio. 
Escolhi que o certo é o que o coração fala e a cabeça pondera.
Escolhi ser a parte do universo que acredita e que é feliz simplesmente por existir.


A verdade das verdades é que a vida possui um som que reverbera; e seu grito pode ser do tamanho de suas escolhas. Seja pouco e colherá nada...seja muito e você espalhará sementes pelo mundo.

As opções estão aí. 

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