terça-feira, 19 de agosto de 2014

Por um pouco mais...




Por um pouco mais é o que pensamos, queremos; exigimos!
Desta vida que acordamos todos os dias, desejamos que o dia se prolongue ao máximo e por vezes que termine antes mesmo de levantarmos da cama.
Somos uma ambivalência...

Escutamos sempre que se faz necessário explorar a vida, viajar pelo mundo como uma forma de conhecermos não apenas a diversidade ao nosso redor, mas aprendermos a valorizarmos nosso espaço no mundo..é necessário audácia para compreendermos que o desconhecido é de fato um aliado positivo no crescimento pessoal e intelectual de cada ser humano.
Precisamos sair da caixa para visualizarmos um mundo com possibilidades e com elas nos permitirmos.

Permissão; de quem?

Em cada passo nos entregamos com uma parcela de cuidado, procuramos não nos envolver em contextos que nos deixem vulneráveis, não gostamos de coisas que nos afetem demais, afirmamos e exigimos cada vez mais...sempre mais do que podemos de verdade nos doar.
Não abrimos nossa vida, ou se assim permitimos... descobrimos mais tarde que nem sempre somos um valor correto na perfeita vida de cada pessoa que passa por nosso caminho; e acaba levando um pouco de nós.
Ficamos a deriva em nosso espaço pessoal, perdidos por um determinado tempo justamente por ficarmos sem as palavras que tanto declaramos aos quatro ventos:
Você faz parte ou não da minha vida?

É preciso esquecer que existe um tempo e não contar os dias da vida.

E nos dizem que precisamos nos acostumar com a distância, chegadas e partidas. Isso é um fato, que por mais lógico que seja, desperta um sentimento de imperfeição completa.
Mesmo assim, estamos sempre prontos para esquecer aqueles que nos levam a um abismo. E mais uma vez nos propomos a aprender e novamente diremos que nunca aprendemos tanto em toda a nossa vida. 
Verdades que carregamos sempre dentro de nós..por um pouco mais de sentido.

Existe uma citação de Clarice Lispector que me veio a mente agora: " E será inútil esforçar-se para esquecer tudo o que um dia se misturou carregará consigo partículas do outro. Talvez venha o arrependimento, o recomeço, as cores voltem a brilhar como antes - mas não se pode contar com isso. Não se pode contar com nada. O único caminho viável é viver e correr o sagrado risco do acaso. E substituir o destino pela probabilidade.

E vivemos por probabilidades uma vez que nos jogamos na vida em busca de um conhecimento, ou reconhecimento. Atitudes que se despertam através de vontades e interesses. 
Ou você esta de verdade em algo ou sempre será lembrado como aquele ou aquela...ta lembrado?..pois é, por ai vai.
Não queremos ser esquecidos, desejamos ser importantes, pois quando você se torna importante, você se transforma em algo eterno.

Conte-me e eu vou esquecer, mostre-me e eu vou lembrar, envolva-me, e eu vou entender.
Tal equilíbrio existe, procurar faz parte, encontrar é outra coisa.