terça-feira, 10 de junho de 2014

O filtro dos sonhos


Tenho em mim todos os sonhos do mundo...

Certa vez um amigo questionou o porque deu não acreditar em coincidências e minha única convicção nisso tudo esta na explicação que nada nem ninguém cruza nossa vida por acaso assim como eu creio que o destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca.

Todos os dias somos apresentados a situações diversas, um cotidiano que se contradiz ou não; mas inevitavelmente os fatos mudam, independente a nossa vontade ou planejamento. Podemos criar cenários, ainda sim, os cenários diversificam e você...sempre se adapta ou pelo menos se questiona a respeito de como mudar, se transformar.

Existem muitas razões para acreditarmos que a vida é uma união de inúmeros fatores que nos projetam para infinitas possibilidades, uma junção de questões em aberto que quando confrontadas, se transformam em uma real possibilidade de realizações.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. 

Foi Nietzsche quem disse: Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
Exatamente...Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Para que nos apegarmos as verdades que julgamos tão certas, quando na verdade é dentro de cada dúvida que nascem as respostas?
Somos uma soma de tantas escolhas e incontáveis sonhos...

Acreditamos nos sonhos e no poder que eles transmitem. É na intensidade que descobrimos o poder de sermos aquilo que desejamos, ou pelo mesmo o que projetamos para nossa vida. Nos transportamos para um mundo onde nossas decisões e desejos são importantes e imutáveis. Não existem limites, mas então por que filtramos nossos sonhos?

Filtramos para não nos perdermos, para não deixamos o controle longe de nosso alcance, para nos protegermos e sem dúvida para criarmos uma segurança sobre o real a que nos propomos quando deixamos a vida em espera.
Colocamos a vida em pausa quando é preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê.

É preciso deixar as portas abertas... Sonhar faz parte do processo de crescimento interior; ele nos fortalece, nos impulsiona a conhecermos mais sobre nós mesmos e claramente nos possibilita despertar para novas descobertas e iniciarmos novas fases.
O sonho não possui amarra; ele nos liberta.
Não existem filtros; o que existe é o limite....pois há os que criticaram por sonharmos demais, mas continuo achando que é melhor sonhar o infinito e conquistar uma parte dele a sonhar nada e conquistar todo o nada.

O homem não morre quando deixa de existir, morre quando deixa de Sonhar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Apenas faça



Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.

Se nós possuímos apenas duas mãos e o sentimento do mundo...certamente temos um ponto de partida não apenas como um esboço, mas como um caminho que nos permite criar, acelerar e por que não retroceder?
Planejamos e não executamos; idealizamos um amanha com tantas horas e incontáveis cenas, mas esquecemos que o amanha é muito longe para um hoje cheio de questionamentos que deixamos em aberto....para aprender ou ensinar.

Não andamos em linha reta, gostamos de cruzar caminhos e neles nos questionar.
Então apenas...apenas faça. Parte de algo, a diferença, o inusitado, o diferente, o correto.
Você está aqui apenas para uma rápida visita; Não se apresse, não se preocupe.
Fazer parte constante de algo surpreendente pode mesmo levar uma grande parte do processo antes mesmo dele ter um final...esperado ou não.

Existe mesmo um propósito em nossas vidas?
Realizações pessoais ou profissionais; um deslumbramento do que pode nos tornar visíveis ou menos visíveis para uma paz interior...tudo é relativo e certamente pessoal e intransponível. Ninguém deve determinar nossos passos e mesmo assim, as pessoas insistem em cruzar a linha e ditar o que é ou não importante.
Faça aquilo, veja aquilo...apenas faça? Sério mesmo?

E no meio de tudo isso, existem aqueles que desrespeitam nossa inteligência, julgam nossa indulgência, apontam defeitos, julgam a prudência, questionam nossas escolhas...
Apenas por simples e total vontade de fazer da nossa vida um livro da qual todas as páginas se tornam abertas e sujeitas a mudanças.
Um erro atrás de outro.

Não podemos escolher como nos sentimos, mas podemos escolher o que fazer a respeito.
E se nós somos a soma de todas as escolhas que fazemos; temos a obrigação moral de sermos ao menos verdadeiros com tudo que nos cerca e fazer disso uma premissa válida.
A balança entre escolhas e consequências jamais se equalizará, na mesma proporção que sempre existirão as pessoas que julgam, aquelas que apontam , as que possuem a verdade, as impertinentes e os imbecis.
Mas acima de tudo existirão os questionadores...amém!.

Apenas faça primeiro por você; outros o compreenderão... e se não o compreender, basta continuar em frente. Para que agradar a todos se você continua sem razões para isso?
Fale sobre si mesmo, com qualidade a fim de questionar suas verdades, as verdades do meio onde vive e o autoconhecimento fruto dessa pesquisa sincera.
Faça mais do que pode, até o fim.
Questionar-me, sim, arrepender-me, jamais.