quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O que eu tanto amo...


O Amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Khalil Gibran

O que é o amor se não um alerta do coração...

Com o tempo percebemos que para ser feliz com uma outra pessoa você precisa em primeiro lugar não precisar dela. O amor é algo tão pessoal que mesmo sozinho, conseguimos desenvolver este pulsar por algo, até que certo alguém apareça e mude todo o sentido literal da palavra.
Percebemos que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida, com isso aprendemos a gostar e cuidar de nós mesmos e, principalmente, a gostar de quem gosta de gente.

Quando encontramos o amor, descobrimos o que nos faltava na vida.

Entregamos nossa alma e coração sem exigir nada...absolutamente nada. É o momento da vida em que acordamos de frente pra ela e apenas contemplamos o nosso amanhecer pessoal.
Despertamos para curiosos comportamentos, assimilamos gestos, somamos olhares, desfrutamos das risadas, abraçamos com emoção, discursamos sem fundamento e sem dúvida permanecemos quietos e deixamos o silêncio ocupar seu espaço tornando qualquer palavra algo subjetivo de ser...faz-se perceber que onde impera o sentimento a razão perde seu sentido.

E existem tantas formas de viver esse sentimento que ainda nos é desconhecido seu poder de alcance, apenas nos deixamos levar e colhemos os frutos desse sentimento lúdico e infinito.
Somamos...somos.
Nós o acolhemos; perdemos a noção dos possíveis fatos e apenas nos deixamos levar de forma intensa, real e descompassada.
Mas o fato é que o amor só é real quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Equilibramos a alma para que nossos pés se percam no caminho.
E mesmo nesse meio fio em que nos colocamos, os sentidos ocupam boas proporções, infinitamente particular de ser/sentir/existir.

Ainda sim, com toda teoria sobre o amor, nos permitimos ser conduzidos; perdemos a voz...O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, uma vez que a função do amor é levar o ser humano à perfeição, será feliz aquele que se permitir a entrega, conhecer a admiração e descobrir o vislumbre deste sentimento universal, bilateral e frequente.
E com todos os prelúdios, poucos escutam o som do coração.

Queremos apenas nos perder com aquilo que possuímos controle, quando na verdade se perder é uma das chaves para o equilíbrio.
Uma doce fragilidade humana em acreditar que para amar é necessário compreender
Amar... sentimento dos nobres, dos confusos, dos insensatos, dos expontâneos.

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e 

por isso te amo quando te amo.
Pablo Neruda

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu registro...