sábado, 5 de outubro de 2013

Por dentro dos pensamentos



Possuímos pensamentos que, se pudéssemos revelar e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens. Mora aí a dificuldade em exemplificar a racionalidade onde impera a emoção.
Talvez por isso, Buda verbalizou: Somos o que pensamos, tudo o que somos surge com nossos pensamentos e com nossos pensamentos fazemos o nosso mundo.

Crescemos e vivemos dentro de nós...tempo demais.
E esse pedaço de nós que não compartilhamos nos torna gigantes; como uma imagem que não permitimos transparecer...por medo, dificuldade em aceitar ou até compreender a extensão do que possuímos neste lugar infinito onde habitam nossos pensamentos.

Muitas vezes nos deixamos levar por uma série de pensamentos ruins, mas é porque não conhecemos a força da perfeição, não descobrimos ainda a lei do melhor...o longe parece um lugar tão incomum não é?
Não analisamos nossas fraquezas; queremos olhar bem fundo nos olhos e ver como somos bonitos, como fizemos e fazemos as coisas maravilhosas e como estamos cheios de vontade. 
É assumindo a responsabilidade sobre essas vontades e projetando com força nessa identidade de saber que possuímos o poder de fazer o melhor. Despertar o espírito é viver nele; é ter a satisfação de ser você mesmo.
E como é pretensioso os laços que nos mantém firmes nessa teia de dúvidas.

Liberdade de pensamento e assumir a grandeza desse salto no escuro...

No fundo queremos uma compreensão pelo não dito, uma absolvição pelos erros não cometidos e uma total cumplicidade pelas dúvidas infundadas, uma credulidade pelas nossas escolhas e um incentivo aos devaneios.
Essa incrível capacidade de pensar além sem sair do lugar.
Por dentro somos uma multidão...vozes e vozes nos ditando palavras e ainda sim...ainda sim pensamos rápido demais em comparação a uma lentidão irritante que verbalizamos.

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo, nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. 
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 


Gostamos de cultivar uma certa insatisfação sobre o não dito, pois no fundo as palavras desaparecem quando as guardamos tempo demais. Seu sentido, sua vitalidade...sua força.
Esse paralelo ainda sem parâmetros que construímos e que sabiamente Nietzsche descreve como o poder de agir.

Nada lhe pode ser respondido que já não exista em você mesmo. Não podemos abrir outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe pode se dado a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Creio mesmo que podemos nos ajudar a tornar visível o próprio mundo e isso é tudo.


Por dentro possuímos um mundo particular onde visualizamos o poder de nossos pensamentos, nos permitimos, não nos sabotamos, não dizemos não. Nos deparamos com um acaso que aclamamos, gritamos ou até mesmo permanecemos no vale do silêncio.
O que é nosso apenas nos pertence, fazendo com que no final de cada frase, nos sintamos um maestro...ditando e ditando regras que raramente colocamos para fora.
E por isso mesmo quando uma criatura humana desperta e sobre a vida lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor.

Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.
(Confúncio)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu registro...