segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pessoas



Cada indivíduo tem o que lhe compete... o que mereço é meu. 
Conquistar tudo que quero me compete, é só desejar e ponto.

Em um mundo repleto de pessoas, ocupamos um lugar ímpar em uma sociedade lotada. Sentimentos e ímpetos competem entre si e fazemos parte dessa massa, que a cada dia, realiza e idealiza um contexto existencial.
Ocupamos a vida dos outros e deixamos que eles façam parte da nossa história, ou simplesmente os deixamos entrar sem ao menos pedir permissão.
É um entra e sai que muitas vezes deixamos pegadas espalhadas por todos os lados.

Ainda sim, cruzamos semelhanças em pessoas que nem sequer eram ou são importantes para nós.
Elas cumprem uma espécie de missão...entrando e derrubando paredes ou apenas, colocando razões e sentidos onde nem sequer desconfiávamos precisar.
Assim são os estranhos e suas ímpares lições...eles nos fazem enxergar além de um quadrado particular que nos rodeia.

Começamos a emergir além da nossa visão periférica.
E nada melhor que nos enxergarmos através de olhos cristalinos.

E quantas pessoas cruzam nossa existência...seja por um sorriso ou apenas em busca de uma palavra que as acolha ou frases que as denominem. Sim, certos semelhantes ainda são muito mais suscetíveis ao incondicional - eles gostam de fazer a diferença mesmo que através de erronias atitudes.
Mas isso é o que podemos descrever como um erro do sistema, nós abrimos portas buscando um apoio e acabamos nos arremessando ao abismo.

O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade. E por isso acredito muito na frase de Drummond que diz que a amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.
Criamos laços com aqueles que nossa alma se identifica e assim fazemos um universo particular ao redor do mundo.

Não acredito em pessoas que se complementam, acredito em pessoas que se somam.
Menos drama e mais sentido para uma vida com verdades e portas abertas.

Mas ainda que existam loucos, desajustados, rebeldes, criadores de caso, pinos redondos nos buracos quadrados, aqueles que vêem as coisas de forma diferente... não curtindo regras e não respeitando o status quo... podemos citá-los, discordar, glorificar ou caluniar... não podemos ignorá-los. Porque assim sim eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam de verdade.

Para isso, temos de nos bastar como indivíduos e sermos único em uma grande maioria, não nos escorarmos e muito menos aceitarmos um pouco como um tolo e sem sentido afago.
Para estarmos de fato aqui é necessário ultrapassarmos nosso egoísmo e nos dedicarmos ao outro de maneira autêntica e real. Somos afinal, cabeças pensantes e almas libertas.
Nos atraímos pelo desconhecido como uma forma de aprendermos mais sobre a prudência e a inteligência alheia...gostamos da constância de sentimentos empregados e sem dúvida do apelo significante da palavra exclusividade.

Será mesmo que estamos dispostos a abrirmos mão da privacidade que nos cerca em nome do outro?. Enquanto alguns citam isso como auto preservação, calo o mundo informando o tamanho de seu medo.
Acorda!

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