domingo, 29 de setembro de 2013

Não aprendi a dizer adeus...



A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.
Charles Chaplin



Passamos nossos dias recordando sempre de momentos e pessoas que marcaram nossas vidas e como sem querer, transformamos tais memórias em doces e simples laços de saudade. E falar de pessoas e momentos, nem sempre são simples, pois egoístas que somos, não conseguimos fechar portas sem deixar algumas janelas abertas.

Amizades, amores, grandes encontros e sem dúvida boas histórias em comum, sejam compartilhadas ou não, ainda sim, desejamos que nunca se acabe e que bons segundos se transformem em horas e que as horas se transformem em dias...paramos de contar quando nossos olhos descobrem o prazer em admirar os instantes.

Quantos abraços cabem em um simples sorriso?, bem meus amigos contam que possuo um sorriso largo e verdadeiro, talvez more aí a minha mais sincera sintonia com a vida: eu carrego comigo uma intensa vontade de viver cercada de abraços e por isso sorrio..o máximo que posso para cada uma dessas pessoas especiais que cercam minha rotina. 
Algumas destas estão longe, outras agarro diariamente; e como é bom saber que a vida nos presenteia todos os dias nos apresentando a outros e outros possíveis abraços.

Vivemos para nos encantar.

Eis aqui um paralelo nisso tudo: Há encontros na vida em que a verdade e a simplicidade são o melhor artifício do mundo e você passa a compreender que nada é mais significativo que ter pessoas que fazem a diferença ao seu lado e que estas nos presenteiam com um sentido muito mais que literal.
Eu acredito nas casualidades, nos encontros, nas passagens, nas conversas, nas músicas, em bons livros, no que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais e que mesmo com todas as concordâncias e discordâncias podemos ser como todos e o tudo o que podemos ser capazes....não é mesmo?

Sim... do mundo nada se leva, mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus, não é?

São tantos encontros e desencontros, a vida nos prega coisas que é impossível explicar mediante as palavras. A época em que pessoas entram em nossas vidas, pessoas que parecem mesmo que vão ficar por uma longa duração, parece mesmo um sonho, até por que sonhar é a palavra que escolho para descrever mediante a tudo que eu já passei até chegar aqui. 

A vida é assim e a cada dia ela nos propõe algo diferente, coisas inexplicáveis. A cada saída, a cada chegada, um novo recomeço, um novo rumo. É fato que no caminho nos machucamos, mais existe sempre algo nos surpreendendo com tudo, é preciso não exigir e compreender o acontecido já que somos seres humanos em busca de uma felicidade constante..mas inconstante na maioria do tempo.
Para alguns a caminhada começa cedo e seus momentos tristes não passam de um dia hoje em dia, fatos e detalhes ímpares.
Ainda sim, mesmo com essa irregularidade diária e pensamentos permeados de perguntas, não abrimos mão desta ambivalência em que estamos...

E no meio disso tudo ainda nos perguntamos se felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente...
...Eu certamente não aprendi a dizer adeus a nada disso.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pessoas



Cada indivíduo tem o que lhe compete... o que mereço é meu. 
Conquistar tudo que quero me compete, é só desejar e ponto.

Em um mundo repleto de pessoas, ocupamos um lugar ímpar em uma sociedade lotada. Sentimentos e ímpetos competem entre si e fazemos parte dessa massa, que a cada dia, realiza e idealiza um contexto existencial.
Ocupamos a vida dos outros e deixamos que eles façam parte da nossa história, ou simplesmente os deixamos entrar sem ao menos pedir permissão.
É um entra e sai que muitas vezes deixamos pegadas espalhadas por todos os lados.

Ainda sim, cruzamos semelhanças em pessoas que nem sequer eram ou são importantes para nós.
Elas cumprem uma espécie de missão...entrando e derrubando paredes ou apenas, colocando razões e sentidos onde nem sequer desconfiávamos precisar.
Assim são os estranhos e suas ímpares lições...eles nos fazem enxergar além de um quadrado particular que nos rodeia.

Começamos a emergir além da nossa visão periférica.
E nada melhor que nos enxergarmos através de olhos cristalinos.

E quantas pessoas cruzam nossa existência...seja por um sorriso ou apenas em busca de uma palavra que as acolha ou frases que as denominem. Sim, certos semelhantes ainda são muito mais suscetíveis ao incondicional - eles gostam de fazer a diferença mesmo que através de erronias atitudes.
Mas isso é o que podemos descrever como um erro do sistema, nós abrimos portas buscando um apoio e acabamos nos arremessando ao abismo.

O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade. E por isso acredito muito na frase de Drummond que diz que a amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.
Criamos laços com aqueles que nossa alma se identifica e assim fazemos um universo particular ao redor do mundo.

Não acredito em pessoas que se complementam, acredito em pessoas que se somam.
Menos drama e mais sentido para uma vida com verdades e portas abertas.

Mas ainda que existam loucos, desajustados, rebeldes, criadores de caso, pinos redondos nos buracos quadrados, aqueles que vêem as coisas de forma diferente... não curtindo regras e não respeitando o status quo... podemos citá-los, discordar, glorificar ou caluniar... não podemos ignorá-los. Porque assim sim eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam de verdade.

Para isso, temos de nos bastar como indivíduos e sermos único em uma grande maioria, não nos escorarmos e muito menos aceitarmos um pouco como um tolo e sem sentido afago.
Para estarmos de fato aqui é necessário ultrapassarmos nosso egoísmo e nos dedicarmos ao outro de maneira autêntica e real. Somos afinal, cabeças pensantes e almas libertas.
Nos atraímos pelo desconhecido como uma forma de aprendermos mais sobre a prudência e a inteligência alheia...gostamos da constância de sentimentos empregados e sem dúvida do apelo significante da palavra exclusividade.

Será mesmo que estamos dispostos a abrirmos mão da privacidade que nos cerca em nome do outro?. Enquanto alguns citam isso como auto preservação, calo o mundo informando o tamanho de seu medo.
Acorda!