domingo, 23 de junho de 2013

Palavras ao vento





Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até  a morte o direito de você dizê-las.
Voltaire.

Verdades...a despejamos aos montes, pronunciamos aos quatro ventos, nos depositamos em cada frase, discursamos..mas o fato é que as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.
Se for para falar, que seja por inteiro, já que elas são sem sombra de dúvida o suspiro da alma. E não podemos esquecer: para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.

Palavras, palavras...

Aqui cabe uma citação de Oscar Wilde: Se você não consegue entender o meu silêncio, de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.
Então por mais silencioso que você seja..ou esteja, por dentro existem gritos e extensas conversas...intermináveis diálogos.
Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião; difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, 
o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Sábios dizeres de Drummond.

Ainda estamos aprendendo a lidar com a intensidade e a insanidade dentro de nós.

Talvez o que queremos para nós e para outros seja expor de forma completa o que muitas vezes nem conseguimos explicar. Somos como um espelho, deixamos refletir por si só o que nossos olhos querem afirmar.
Podemos ser honestos, expontâneos ou até agressivos; mas não escondemos os sentidos quando nos deparamos com nossa boca: não existe filtro.

Falamos e demonstramos através de uma impetuosidade galopante.

Em cada sílaba existe um contexto; nada muito formal ou extremamente frio; cada um sabe como e onde atingir o alvo, basta silenciar-se após uma conversa e avaliar.
Será visível a reação e tão perceptível aos olhos...palavras nunca mudam de idéia...
E neste caso torna-se subjetivo expressarmos o que nossa alma deixa-se espelhar.
Uma verdade é que no mundo há muitas palavras mas poucos ecos...e como precisamos deles para reverberarmos os sentidos de ocasiões ou acontecimentos.

Há os que dizem que quando as palavras fogem, as flores falam e como é bom sentirmos esse doce perfume ao despertarmos para a vida, somos agraciados pela sua beleza sem dimensões; elas nos resgatam e assim como não há no mundo palavras tão convincentes como as lágrimas, boas palavras custam pouco e valem muito.
Se as rosas falassem...

Se você for falar, fale com a verdade...não omita razões que mais tarde lhe serão cobradas.
Se você for dizer, diga com sentimento...não deixe de reagir diante de palavras que podem conter o seu resgate.

...Amo as palavras, porém sou completamente apaixonada por atitudes.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Vida


Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.

Celebremos a vida, nossa existência, nossa essência, mas acima de qualquer pensamento devemos existir com alegria; e ela não está nas coisas, mas em nós. 
E como temos motivos para agradecer...

Quando filosofamos sobre a vida, colocamos em palavras muito mais que as razões, nós a presenciamos todos os dias, a justificamos por intermináveis discursos, infindáveis gestos, mas sem sombra de dúvida por acontecimentos que nos arrebatam e que nos transformam a cada segundo do tempo.

E mesmo assim, existem aqueles que a desperdiçam por não saber como reverencia-la.
A cada dia, a cada segundo...ficamos mais velhos e com uma boa dose de experiência que nem sequer nos pede permissão para nos afrontar, elas chegam quer queira ou não; faz parte do processo natural do ser humano e da existência que nos é imposta.

Pagamos um preço por estarmos ocupando lugar no espaço.
E existem ainda os que dizem que a vida é muito importante para ser levada a sério...vai entender, mas como diz Veríssimo: Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.

Intensidade, prazer, felicidade, sonhos, realizações, sons, cores...ao assoprarmos as velas, jogamos nossos desejos para o universo.
E somos exatamente aquilo que desejamos, a concretização de nós mesmos..nada muito simples, mas completamente vital.

Acrescentamos anos,mas, perdemos ou ganhamos?
A pergunta todos nós temos, mas as respostas..bem aí...

Aceleramos nosso ritmo e acabamos por viver e morrer nos sonhos alheios, sejam eles de nossos pais, ou até mesmo aquele que inventamos sem fundamento algum. 
Cruzamos fronteiras pessoais em nome do que...ou melhor para o que?

Não podemos acrescentar dias em nossa vida, mas vida aos nossos dias.

A vida é para nós o que concebemos dela, na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações: temos que fundamentar a realidade e com isso desfrutarmos o prazer de estarmos com nós mesmos, termos objetivos que nos façam crescer e acima de tudo contribuirmos para deixamos nosso legado com raízes profundas e eternas.
Pois ela continua...certamente continua.

Uma coisa é muito pessoal:
Vivo a minha vida em círculos cada vez maiores que se estendem sobre as coisas.
Talvez não possa acabar o último, mas quero tentar.

Sempre.