quinta-feira, 9 de maio de 2013

Encantos





...Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros. 
Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós...


Nos encantamos, seja por um simples sorriso que recebemos ou apenas por constatar que estamos sentados de frente para a vida que nos acolhe todos os dias.
É assim mesmo quando prendemos o ar tentando imaginar nossa sintonia com o que recebemos e doamos.

Será que todo encantamento tem sua cota de delírio?  
Talvez a magia do tempo se aproxime de sua relatividade..ele é dotado por uma breve e intensa brasa de confusão. 
Temos que nos atentar entre o vão por sobre o encantamento e a desilusão... ele é barulhento e indiscreto e produz um efeito audível na alma.

Mas ainda sim...nos entregamos com um impulso..de braços largos e abertos. 
Somos uma consequência inevitável de perdas e ganhos, nos deixamos guiar pelos olhares enfeitiçados de magia, repleta e grandiosamente aconchegante que nos recebe e nos faz continuar com esse movimento unilateral chamado descoberta.

E como nos descobrimos em múltiplas faces..
Encontramos jeitos e maneiras de driblar o que julgamos...
Brotamos como flores, o que salta aos olhos e nos faz desacatar qualquer ordem e lugar...

Assim são os encantos maravilhosos desta terra sem limite.

Temos que seguir em frente, pois a vida é pra valer e qualquer que seja essa insuficiência que carregamos como em um balanço, ainda sim, a felicidade é como uma gota de orvalho em uma pétala de flor que brilha tranquila e depois de leve..oscila e cai como uma lágrima...e por ser tão deliciada..devemos trata-a muito bem.

Delicadezas de todas as cores, formas e tamanhos.
Revelemos sentidos as pessoas, nos permitimos aos encantos que chegam em nossa porta interior...deixamos ela entrar e não sabemos como fecha-la depois de um breve e tempestuoso temporal. 
As gotas se espalham e criam fontes inesgotáveis de histórias, nossas e de mais ninguém; e por isso são tão particularmente acolhedoras.

Fato é que a vontade é um impulso cego, escuro e vigoroso..sem justiça nem sentido. 

Devemos encontrar um equilíbrio, pois nessa balança de sentimentos que vivemos: 
Andar pra trás... Só se for pra pegar impulso!!





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