terça-feira, 30 de abril de 2013

Where the light is...




Nós somos feitos de poeira de estrelas...

Não tenho certeza de muitas coisas, mas a visão das estrelas me faz sonhar...
Aprecio tudo o que o nada oferece, pois mesmo diante um completo escuro, consigo sentir o que tanto desejo.
Um força maior que qualquer compreensão..explodo diante dos meus próprios anseios.

Assim são as estrelas e seu intenso brilho, me fazendo captar tal essência viva e repleta de possibilidades reluzentes.

Em uma noite qualquer, onde a calma se faz presente, é um limiar muito estreito entre a realidade que possuímos e aquela, que inerente ao coração, nos faz questionar até onde nossos pedidos podem mesmo brilhar em uma intensa noite de luar resplandecente.
Captando desejos, nos respondendo com estrelas cadentes...
Elas caem para resgatar...nos capturar.

Vivemos em um contexto tão imparcial com nossas aspirações que esquecemos de nos aventurar diante de um céu escuro, mas que invariavelmente pode nos enxergar mesmo no ponto mais invisível do universo...nosso universo particular.
Devemos nos projetar diante desta tela repleta de luzes incandescentes.
Ainda sim buscamos um ponto claro para iluminar nossas pegadas pelas trilhas mais escuras...não conseguimos nos deixar guiar por essa aurora, que chega...invade nossa percepção..e cobre qualquer forma de medo. 

Assim desperta-se um pedido e sua intensa capacidade de realização..em uma boa e noite qualquer...onde de verdade está a luz...

Insistimos em deixar a luz acesa e sacudir a poeira; espantamos qualquer sinal de cumplicidade perante o céu...não desligamos nossos sentidos.
Apontamos para nós mesmos e dizemos "vamos em frente", fechamos nossa alma, nossos olhos...nossa etérea vontade de crer que entre o céu e a terra existe uma linha muito tênue de verdades escondidas.

Isso me lembra um poema de Drummond:

Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

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