sábado, 20 de abril de 2013

Desejos para o "nosso" mundo



" Sou como você me vê...
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar".
Clarice Lispector

É certo que andamos em circulos até encontrarmos um ponto para nos estabilizar.
Paramos e encostamos nossa razão e sentimento em um paralelo, favorável aos sentidos ou não, ela nos estabiliza e nos faz parar...ou ao menos tranquilizar nosso total estado de desatenção.
Somos perceptiveis, indugentes...freamos instintos, deixamos de lado nossa sintonia com uma pontada de saudade dos momentos ímpares que cruzamos pelo caminho.

Ela acumula, invade e estaciona nossa sensibilidade de ignorar fatos e certezas.

Queremos aquilo que faz o olho brilhar.
Na verdade...desejamos ohar com sede para o mundo.
E nao parar nunca de contemplar..seja um segundo ou um eterno minuto.

Admiramos o alheio, nos emocionamos, rimos com vontade, choramos com a alma,observamos as familias e seus reluzentes significados espalhados entre sorrisos e risadas, saboreamos os momentos com a familia...mesa cheia e farta de história, completamente intransponível aos olhos ou ao coração.

Confiamos demais, abraçamos causas, defendemos nosso ponto de vista, partimos para cima do que acreditamos, queremos sempre mais deste mundo e acima de tudo, desejamos estar ao lado daqueles que podem de verdade nos enxergar no escuro.
Somos como borboletas na janela: buscamos um pouso tranquilo mesmo em meio ao caos. Se existe uma palavra para tudo isso, essa palavra é vida...pura e simples.

Singularismo, é a palavra regente.

Desejos não são apenas desejos...desejos são apelos, sutis e sobrecarregados de vontade.
Jogamos para o universo exatamente aquilo que aspiramos de alma e coração.
Talvez por isso, crendo ou não, somos rodeados exatamente por situações e fatos aos quais nos colocamos.

De verdade acho que somos os reais desejos que lançamos.
Somos parte funcional e fundamental deste sistema desperto.
Essa vitalidade irrefreàvel, inegàvel e totalmente sem dimensão!

Podemos dizer que vivemos em paralelo com um mundo entre a vontade e o desejo.
Somos humanos, cabe a nossa ignorância adquirida tentar aceitar de uma vez por todas que não comandamos e jamais possuiremos o poder de vetar, frear ou parar o paralelo entre a razão e o sentimento.
Abriremos um abismo...fato.

Acima de tudo, desejamos para o mundo apenas o que queremos para nos mesmos:
Felicidade no sentido real da palavra, expressas em extase confinuo.
Somos o que espelhamos... para o mundo....nossa face...nossa alma.

Um comentário:

  1. "De verdade acho que somos os reais desejos que lançamos.
    Somos parte funcional e fundamental deste sistema desperto.
    Essa vitalidade irrefreàvel, inegàvel e totalmente sem dimensão!" palavas versos certos para essa minha noite de solidão

    ResponderExcluir

Deixe seu registro...