terça-feira, 12 de março de 2013

Antiquada




Estamos parados no tempo...

Antes que me chame de antiquada, vamos lá.

Acredito que constantemente jogamos para o alto nossos sonhos e sentidos estúpidos, sem razão ou desenfreados... eu ainda não encontrei limites em olhares espalhados, sorrisos abundantes e palavras adocicadas...nada que consiga explicar ou cativar minha mente repleta de desejos infundados ou irracionalmente relevantes.

Dançamos conforme a música e abraçamos a nós mesmos em total sinal de contemplação.
Esse doce movimento que nos faz subjugar que dependemos muito um dos outros, mas ainda, que nos preocupamos com o que deixamos para trás - um tempo e uma distância tão curta.

Pulamos degraus..nos desviamos demais do caminho.
Não desfrutamos os atalhos e nem os reconhecemos como um sinal de aprendizado.
Contornamos e pisamos em flores uma vez ou outra...magoamos.

Com o que nos encantamos afinal?

No fundo sabemos que o amor nos trata bem, somos acarinhados, colocados no colo por um sentimento que nos preenche...mas ainda sim duvidamos de sua total compreensão ou importância; até constatarmos que sendo antiquado ou não, gostamos de sentir o calor de mãos entrelaçadas, um sussurro quente no ouvido, um abraço apertado e sem mencionar um bom e intenso beijo molhado onde provamos não apenas esse doce sabor...mas seu real e único significado: real e imediato.

Como podemos deixar nossas páginas da vida em aberto se insistimos em queimarmos nossa cota de fotos preto e branco de forma tão aberta?
Precisamos colorir a alma antes que nos percamos no caminho encarando uns aos outros sem o menor sentido de ser.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade.

Colecionamos pessoas em nossa volta pela vida, fato!.
Celebremos nossos sentidos mais intensos, porque a vida é muito curta, mas certa e doce com certeza...

Ainda existem muitas fotos espalhadas no quintal, espalhadas junto as flores que insistem em não desabrochar.

Por tudo isso e muito mais:

Diga a que veio e fale a verdade nua e crua. Não deixe que supostas "coincidências" façam parte de seu diálogo permanente, exija de você mais do que poderia em todas as situações.
O tempo pode passar o quanto for, você amadure..cedo ou tarde, mas precisa enfrentar uma realidade: o que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.

Viva uma realidade e não um contexto sem imagens.

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