domingo, 31 de março de 2013

Solidão




Estar só é apenas uma percepção, apenas um estado de espírito.

Em um mundo repleto de pessoas, a solidão pode ser mesmo uma colisão de sentimentos e razões perdidas...para cada um...dentro de sí.


Imagine um mundo diferente, onde as concepções pessoais pudesse ser menos pesada, mas é nos momentos de pura falta de interação que descobrimos o poder de nossas atitudes, visualizamos o nosso interior.


Criamos uma sinergia com nossa força de pensamento e com ela aprendemos a desabrochar para um mundo novo, com possíveis e diferentes experiências.

Vivenciamos o que de fato devemos: sermos menos egoístas com nós mesmos.

Devemos ter o nosso tempo, de nos encostarmos para reavaliarmos o que temos feito. A vida nos cobra e será sempre assim, ela não possui parada.

Constantemente em rotação...indifente ao nosso desejo de lentidão, somos despertos em tempo real.

Talvez por isso queremos um tempo para nós. Sentimos uma necessidade emergencial de buscarmos nossa paz, seja ela compartilhada ou completamente só em um canto qualquer.


Queremos para hoje um agora tão imenso de paz interior.

A solidão é o preço que temos de pagar por termos nascido neste período moderno, tão cheio de liberdade, de independência e do nosso próprio egoísmo.

É isso; Fugimos das sensações quando possuimos medo dos próprios pensamentos.
Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância.

Em vez de tentar expulsá-la, habite-a com espiritualidade, estética, memória, inspiração, percepções. Não será menos solidão, apenas uma solidão mais povoada. Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão.

Ame seu tempo, respeite-se diante do seu silêncio.
Você desperterá para o mundo sempre....melhor.



segunda-feira, 25 de março de 2013

De mim...pra você


De onde estiver, saiba que eu sempre estarei com você.
Não existe distância, não existe limite, o que nos cerca é apenas um sentido...único.

Descobrimos tantas coisas em comum, chega a bater no peito tal sintonia que chegamos até a duvidar que tal olhar pode ser uma breve e singela piscadela para o destino...se cruzando afinal.

Mais eis que a sinergia se faz, quebrando e reverberando todos os lados de um mesmo ambiente, como é possível tais cores e movimentos em uma mesma pessoa?  
Surpreendentemente encantador, intenso e verdadeiro.
Assim descobrimos não somente uma pessoa, mais um espelho diante de nós.

De mim..pra você.
Para você..e por mim.
Assim como as peças de um eterno quebra cabeça, teremos uma vida inteira para encaixarmos as peças..nos preenchermos.

Mas assim como toda essa certeza que arrebata, cala-se diante do óbvio: nos desconcertamos, queimamos os sentidos, impulsionamos palavras insensatas,nos proporcionamos sorrisos alargados...verdade seja dita que a alma se liberta do corpo, flutua e nos possibilita uma visão de algo maior.

Sempre mais...é o que estamos em busca.

É preciso compreender que a felicidade não é uma perfeição, muitas vezes ela é uma questão de ousadia, não podemos pensar demais para fazer a coisa certa. Nosso coração é corajoso...nossa mente é que guarda o conhecimento do medo. Com nosso coração entramos em todos os lugares, o medo faz você prever o futuro...nos paralisa.

Talvez por isso, somos hoje um resultado palpável..completos e insensatos um para o outro, uma espécie viva e declarada de amor incondicional.

Saiba que os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que tazem algo para aprendermos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim aprender a amar o que nos foi dado, pois tudo o que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.


Quando se ama não é preciso compreender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.

terça-feira, 19 de março de 2013

Liberte-se




Deixemos as palavras de lado, elas estão pesando sobre nossas atitudes, desviando-nos de nossa real intenção, que é viver sem correntes.
Aliás, nos boicotamos intencionalmente como resultado de uma suposta razão que bate a nossa moral, somos felizes quando nos permitimos...complicado na maioria das vezes é nos desviarmos dessa presença adquirida...por natureza.

Quando deixamos de perceber o valor da liberdade?

Um peso e certamente várias medidas.
Uma casta dose de pequenos passos...diários...lentos...contados.

Quando vislumbramos o horizonte; verde e com um cheiro adocicado nos atraindo, olhamos para baixo e percebemos o enorme vazio de decisões: saltar de braços abertos ou apenas nos entregar a gravidade...e cair?
Devemos sonhar alto; o máximo que poderá acontecer é realizar um sonho a altura.

Está aí... o sutil e enlouquecedor degrau que ata nossas decisões.
Fixamos os pés, nos apoiamos...encostados e inclinados..sempre em busca de uma nova perspectiva.

Somos como formigas, marchando e seguindo uma rota de trajetos curtos e seguros.
Mas você acredita mesmo em cada pedaço deste mapa central que colocou em seu caminho?.
Perceba quantos passos você deixou para trás e quantos deixou aprisionado com sua real ou imediata vontade.

Vivemos transgredindo nossas próprias regras de conduta em prol de uma conseqüência pertinente; nos esquivamos e criamos um laço enorme com a frustração, que causa, fere e transgride nossa essência.
Desviamos de um possível encontro certo, aquele que nos faz perder o chão.

Aprendemos assim a compreender que a sintonia pode ser libertadora.
Talvez liberdade seja pouco, o que desejamos ainda não tem nome.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Saudade





Uma vez me perguntaram o real significado da palavra saudade....
Na verdade nunca a aceitei por completa, justamente por ser tão interna ao nosso estado de espirito, ou até através de acontecimentos que passam pela nossa vida...inexplicáveis situações, culpamos o destino ou uma versão cotidiana de coinscidências.
Nos afastamos, somos afastados, tudo se vai ou não.
A saudade é implicita...que ironia.

Essa mesma ironia que hoje se aproxima de forma significativa..abre os olhos e se instala de maneira constante.
Existem milhões de formas de expressarmos tal rompante: sendo efusivos, contemplativos, indescritivelmente doces...arrebatamos a nós mesmos ao abraçar esse sentimento inexplicável, lúdico e imediato.

Talvez por isso seu significado seja crucial e indescritível.
Ele é um sujeito que de oculto não tem nada.

A transportamos no peito, somos o seu termômetro constante; subjulgamos nosso eu ao tentarmos explicar o que de fato deve permanecer subjetivo aos sentidos.
Razão e emoção misturadas a um doce e inigualável sabor.

A grande versão disso tudo esta descrita entre as linhas das notas de músicas que escutamos, frases que lemos, presenças que marcam, cheiros e sabores que registramos, sorrisos e lágrimas que presenciamos...guardamos para nós o que as pessoas nos apresentam.

Simplesmente mais que saudade, nos apaixonamos por todo o contexto.

A saudade é feita de momentos e eles passam tão depressa, por isso mesmo, quando a sentimos, abrimos portas interiores deixando-a iluminar qualquer ambiente, ela nos faz bem, nos resgata e nos arremessa de volta para dentro de nós.
Ela é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.

E estamos sempre querendo voltar...não é?
É como a frase de Mario Quintana que diz: 
O tempo não pára, só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

Essa falta de descrição....se fosse literal certamente causaria menos.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito,meio nostálgico, meio gostoso,mas que funciona melhor do que um sinal vital
quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!
De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...



sexta-feira, 15 de março de 2013

Vírgula e ponto final

 
Confrontamos fantasmas todos os dias; adormecemos uma parte de nós por não enfrentarmos as cenas cotidianas...abrimos precedentes incontáveis.
Deixamos frases soltas no ar.... Criamos desculpas por não entendermos que as palavras pairam ao nosso redor como uma rede que nos captura...nos envolve.

Buscamos um discurso pronto, com contextos e formas centrais, mas esquecemos que a compreensão é resultado de um periodo interno de descobrimento.

O fato é que não conseguimos sair de cena quando os fatos se tornam insuportavelmente sufocantes...queremos ir além e enxergar até onde nosso discurso pessoal pode se transgredir.
Somos meio que um poço eterno de questionamentos e contradições.

Esperamos sempre um vírgula e jamais um ponto final.
Nao admitimos que verbalizamos demais, passamos sempre uma mensagem, mesmo que através de um olhar que tanto transmite sem emitir sequer um som.

Não fechamos o ciclo, ao contrário, deixamos escancarada a porta do nosso interior e com isso fragilizamos não apenas nosso espirito, mas nos distanciamos de uma essência pura e singela: verdades pessoais.
Ultrapassamos nossos próprios limites, esquecemos quem somos, vendamos nossos olhos em sinal de uma complacência...as pessoas se apossam de nossa certeza e sensibilidade.

Não fugimos, ao contrário...nos entregamos aos parenteses de qualquer frase não dita. Subjulgamos nossa paciência, nos encolhemos em um canto qualquer, abaixamos a guarda moral e pessoal.
Chegamos até a duvidar se somos mesmo feitos de carne...dilaceramos as ocasiões em uma pura e total falta de sincronia com a razão.

Queremos uma história sem fim, um encanto, um pouco mais...
Queremos despertar e sentir o real peso em cima dos ombros...
Queremos vislumbrar um olhar atravessado, um abraço intencional e irracional...
Queremos ver o controle desaparecer diante de nós...
Queremos sim, a felicidade como uma desculpa diária entre as palavras soltas...

Não estamos preparados para colocar o fim em nada... egoistas e passionais que somos.
Almejamos o eterno como um ponto de partida.
Se jogue de frente para a felicidade, aquela que arrebata e nos domina, nos faz perder os sentidos e sorrir com a mais passional das verdades escondidas.

Não coloque pontos ou virgulas...adicione-se.
Extenda sua vida em uma linha tênue, inacabada...
O resto...o destino se encarrega de preencher com frases e pessoas que encontramos e nos fazem mudar a rota da nossa história.

Precisamos aprender a  colocar pontos finais onde as vírgulas não fazem a menor diferença.

terça-feira, 12 de março de 2013

Antiquada




Estamos parados no tempo...

Antes que me chame de antiquada, vamos lá.

Acredito que constantemente jogamos para o alto nossos sonhos e sentidos estúpidos, sem razão ou desenfreados... eu ainda não encontrei limites em olhares espalhados, sorrisos abundantes e palavras adocicadas...nada que consiga explicar ou cativar minha mente repleta de desejos infundados ou irracionalmente relevantes.

Dançamos conforme a música e abraçamos a nós mesmos em total sinal de contemplação.
Esse doce movimento que nos faz subjugar que dependemos muito um dos outros, mas ainda, que nos preocupamos com o que deixamos para trás - um tempo e uma distância tão curta.

Pulamos degraus..nos desviamos demais do caminho.
Não desfrutamos os atalhos e nem os reconhecemos como um sinal de aprendizado.
Contornamos e pisamos em flores uma vez ou outra...magoamos.

Com o que nos encantamos afinal?

No fundo sabemos que o amor nos trata bem, somos acarinhados, colocados no colo por um sentimento que nos preenche...mas ainda sim duvidamos de sua total compreensão ou importância; até constatarmos que sendo antiquado ou não, gostamos de sentir o calor de mãos entrelaçadas, um sussurro quente no ouvido, um abraço apertado e sem mencionar um bom e intenso beijo molhado onde provamos não apenas esse doce sabor...mas seu real e único significado: real e imediato.

Como podemos deixar nossas páginas da vida em aberto se insistimos em queimarmos nossa cota de fotos preto e branco de forma tão aberta?
Precisamos colorir a alma antes que nos percamos no caminho encarando uns aos outros sem o menor sentido de ser.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade.

Colecionamos pessoas em nossa volta pela vida, fato!.
Celebremos nossos sentidos mais intensos, porque a vida é muito curta, mas certa e doce com certeza...

Ainda existem muitas fotos espalhadas no quintal, espalhadas junto as flores que insistem em não desabrochar.

Por tudo isso e muito mais:

Diga a que veio e fale a verdade nua e crua. Não deixe que supostas "coincidências" façam parte de seu diálogo permanente, exija de você mais do que poderia em todas as situações.
O tempo pode passar o quanto for, você amadure..cedo ou tarde, mas precisa enfrentar uma realidade: o que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.

Viva uma realidade e não um contexto sem imagens.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Despedidas


"Porque eu só preciso de pés livres, de mãos dadas, e de olhos bem abertos".
Guimarães Rosa

Como dizer um imenso adeus se um breve até logo já diz muito?. 
Acenamos para os acontecimentos, dizemos tanto, rimos com o coração, uma imensa e total sintonia...casualmente adormecida em uma confortável almofada entre cheiros e sabores.

Assim são as pessoas e todo o seu singularimo que assistimos seguir adiante.

Elas chegam...fazem parte de nós por um determinado tempo...e se vão.
Fisicamente implícito...as sensações e recordações permanecem e certamente ficarão guardadas em uma gaveta...aquela que visitamos de vez em quando para termos a certeza de que encontraremos não apenas recordações, mas uma breve presença.

A chamada..presença da ausência.

Despedidas nunca são fáceis, elas absorvem um pedaço muito grande, justamente por ser fria, imparcial e determinada...elas sempre levam um pouco de nós.
Permanecemos calados, vislumbrando e recordando o que por pouco tempo preencheu um espaço finito e absolutamente desconhecido.
Damos desculpas para uma singela dor que causa...queremos ultrapassar esse mal estar, um possível nó na garganta...

E como é grande o poder em deixarmos nossa sintonia em uma balança, ela sempre penderá para o lado mais fraco: o da saudade.

Mas juntamente com essa despedida que chega, concluimos que o que é eterno não desaparece... doces recordações.
Compartilhamos uma amizade, doce e apaixonante.

Registramos...fotografamos as pessoas para eternizarmos seus momentos.

Sorrisos, doces travessuras, olhares...fulgases.
Essa incrivel e completa satisfação...refletidas por entre um céu rosado ou até em uma boa e noite qualquer.

Meu universo tão particular permanece feliz e com ele proclamo apenas um pedido: saia e conquiste o mundo...vivendo já... é isso que viémos fazer aqui: nos apaixonarmos pela vida e nos arrebatarmos com as surpresas que ela nos traz.

Doce e completamente despretensiosa...como uma boa e singular taça de vinho.

Segue o teu destino...
Rega as tuas plantas; 
Ama as tuas rosas. 
O resto é a sombra 
de árvores alheias

Uma música:

segunda-feira, 4 de março de 2013

Olhares



Natural como um sussuro, assim são as mensagens que recebemos dos olhares.
Sutilmente delicado aos encantos e completamente verdadeiro...o olhar fala..e muito... mesmo quando as palavras faltam.

Nos expomos...abrimos nossa alma, entregamos nosso espírito ao enxergarmos mais longe.

A diferença está em decifrarmos os sinais que recebemos e "escolher" o momento certo para fechar os olhos e escutar nossa sintonia interior. Um tênue e possível suspiro.

Por que ficamos brincando com as pedras se existem diamantes brilhantes esperando calados por nosso olhar?. Com as pedras nos machucamos, com os diamantes nos elevamos.

Saber discernir o verdadeiro do falso em um segundo é mesmo uma arte. 

Mas somos assim...acreditamos naquilo que queremos enxergar. Vivemos confirmando que o que importa não são as pedras que encontramos pelo caminho, mas sim as flores que carregamos dentro do nosso coração.
Então podemos dizer que os olhares são vagos?...certos ou incertos, eles estão sempre lá.

Frações e segundos podem confirmar...o silêncio impera.

Ainda que façamos parte de um universo cheio de contradições, cremos naquilo que nos faz bem, que nos alimenta e sobretudo que nos faz fechar os olhos nos momentos de maior alegria...sorrimos por dentro sem nenhum limite ou barreira.

Derrubamos grades, abrimos portas...permitimos.

É preciso compreender que os olhares não acontecem por acidente do destino ou uma coincidência implícita...é sempre o resultado da intenção elevada, de um esforço sincero e da direção inteligente. Ele representa a sábia escolha de muitas alternativas.

Enquanto puderes erguer os olhos para o céu sem medo, você saberá que tem o coração puro..e creia...isto significa felicidade, pois a vida é para nós o que recebemos dela.
Ainda que exitam diferenças gritantes entre olhar e enxergar...a alma ultrapassa qualquer entendimento.

Afinal, o silêncio é um dos argumentos mais difíceis de rebater.

Mas não se esqueça: onde quer que você vá, vá com todo seu coração e se precisar fechar os olhos de vez em quando, siga a sua natureza, ela certamente guiará seus passos e orientará suas decisões.

As coisas boas vem com o tempo, mas as melhores surgem de repente.
Como uma simples e singela...olhadela.