domingo, 17 de fevereiro de 2013

E vejo flores em você







Como uma doce calmaria...singela e sutíl. Observamos nosso reflexo em uma imensidão de cores e formatos...flores e flores é o que eu vejo.
Mas até as mais raras espécies perdem suas pétalas, elas simplesmente caem sem avisar...faz parte de um processo natural de desapego. 

O que é único...pode ser visto por poucos mas é apreciado por uma minoria...ímpar.
Olhares e visões...clara e gritante diferença.

Não existe explicação, muito menos uma exposição declarada...flores são únicas em sua beleza inquestionável.
Sentimos sua doce fragância...tão incrivelmente diferente e libertadora.

Nos espelhamos...nos embriagamos. Essa facinação que definimos como "não entender".
E de fato não entendo...
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.

E eu vejo flores em você; sou asism mesmo...
Pura e completa aceitação...
Com todas as doces e inesquecíveis fragâncias, cores e sabores...
Única em uma grande maioria. 

E como em todas as estações, é preciso se despedir e colocar as recordações em um campo florido, onde não existam margens e um possível fim.
Continuarei por aqui, olhando e sentindo as flores que me dizem tudo sobre você. 
Afinal sou um coração batendo no mundo.

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