quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

É só...




Um dos princípios básicos em seguir em frente é não olhar para trás, traçar uma rota, ou  para alguns, uma linha tênue entre fugir...ou se esconder.
O que importa é saber onde se quer chegar, como se tal questionamento fosse fácil ou descomplicado de responder; soluções nem sempre são fáceis, mas elas precisam acontecer...é só... se permitir.

Nos envolvemos em um turbilhão de sentimentos, nos acoplamos em barreiras que nós mesmos nos jogamos...ficamos inertes, paralisados. Deixar para trás implica não somente  fecharmos um ciclo, mas principalmente de nos abrirmos para outros...novos e selvagemente desafiadores.

Fechamos portas mas nos encostamos em frestas...é só uma questão de tempo e limite para sermos completos...um limiar tão estreito e profundo que até para respirar exige cuidado e atenção. Criamos nossa própria bolha como uma forma interna de protesto.
Gritamos, lutamos...seguir adiante desenvolve dentro de nós uma espécie de espelho, onde o que quer que enxerguemos se permanece estático...lúdico e infinito.

Sentimentos e razões jamais encontrarão o mesmo lugar no espaço.

É assim que expressamos essa perseverança, como uma descrente e insolúvel angústia. Deixemos de lado essa força contrária que nos faz retornar; é apenas uma redundância entre querer e estar.


Desistir é logo alí...só não deixe de lado sua vida.

Pegue para você o que lhe pertence e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

E vejo flores em você







Como uma doce calmaria...singela e sutíl. Observamos nosso reflexo em uma imensidão de cores e formatos...flores e flores é o que eu vejo.
Mas até as mais raras espécies perdem suas pétalas, elas simplesmente caem sem avisar...faz parte de um processo natural de desapego. 

O que é único...pode ser visto por poucos mas é apreciado por uma minoria...ímpar.
Olhares e visões...clara e gritante diferença.

Não existe explicação, muito menos uma exposição declarada...flores são únicas em sua beleza inquestionável.
Sentimos sua doce fragância...tão incrivelmente diferente e libertadora.

Nos espelhamos...nos embriagamos. Essa facinação que definimos como "não entender".
E de fato não entendo...
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.

E eu vejo flores em você; sou asism mesmo...
Pura e completa aceitação...
Com todas as doces e inesquecíveis fragâncias, cores e sabores...
Única em uma grande maioria. 

E como em todas as estações, é preciso se despedir e colocar as recordações em um campo florido, onde não existam margens e um possível fim.
Continuarei por aqui, olhando e sentindo as flores que me dizem tudo sobre você. 
Afinal sou um coração batendo no mundo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Limites




Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento...

Limites, barreiras, espaços preenchidos, sussurros...com o que estamos lidando afinal?
Permeamos uma grande margem...Desejamos saltar a favor do vento, sentir a força das águas ou pelo menos a arrebatadora presença que nos cerca quando estamos de frente para ela. 

Uma sintonia é o que perseguimos...

Ultrapassamos nossa razão como uma forma de desculpas; mas do que nos serviriam as asas se desejamos sempre permanecer no chão?. Fincamos raízes profundas demais.
Permanecemos calados...contemplativos; observamos a vida enquanto nossos pensamentos pairam pelo espaço...interno na maioria do tempo.

Lutamos para compreender esse limite rígido a que nós mesmos nos colocamos, sentimos uma dificuldade sufocante em responder, respiramos com calma, longa e profundamente; deixamos um olhar intenso, estreito e contemplativo; erguemos as braços em busca de um simples e longo abraço.
É necessário colocar vida em cada sentido do tempo.

Formas e contextos irão sempre se colidir...
Não fuja dos fatos ou procure compreende-los, certos acontecimentos servem apenas para deixamos uma leveza como uma forma singela de agradecimento.
E temos muito para o que sorrir...cada dia, cada segundo.

Deixo um pouco de mim para o mundo, um universo pouco particular...

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Aspirações




Voamos alto ao libertarmos nossas aspirações...doamos nossos limites, abrimos portas interiores, nos entregamos de braços abertos.
Deixamos de lado nossas expectativas conflitantes apenas para desfrutarmos de segundos preciosos...intensidade que nos invade e permanece.

Na verdade, colidimos de frente com nossa verdade interior, seja ela calma ou arrebatadoramente acelerada; queremos para ontem o que nem sequer sabemos ao certo...ou intuímos por um tempo excessivo nossas reais necessidades adormecidas?

Buscamos mais do que somos e talvez por isso nos preocupamos tanto em respondermos os mais infundados questionamentos pessoais; esquecemos de viver o doce paralelo entre sabores e descobertas. Alimentamos nosso ego com dúvidas e anseios, quando na verdade a pura e simples essência esta em ser imediato.

Agora e para hoje...

Onde de fato estamos indo com tudo isso?, caminhamos com o pé na frente do outro e deixamos para trás apenas pegadas...estamos esquecendo nossos passos. 
Queremos um retrato básico de felicidade, uma forma redonda para fecharmos planos, um quadrado exato de fórmulas e acordos...precisamos demais...desacordamos.

Nossas aspirações são nossas possibilidades...simples..mente assim.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Simpatia





Simpatia é uma forma de magia ou feitiçaria básica, extremamente ligada ao povo, normalmente de origem campesina e geração empírica...e ainda sim nos identificamos?

A sensação de novidade... certamente ela não deixa de ser uma exclusiva certeza de que a simpatia e a sensibilidade se encontram em uma forma singela de acontecimentos ou encontros.
É preciso dividirmos, uma soma que deixa de ser apenas uma escolha, bem vindamente lúdica e essencial aos olhos.

Mas está aí um sentimento ligado extremamente ao inconsciente...a simpatia chega e arrasta nossa capacidade de julgar, nós nos entregamos e gozamos a felicidade pura e simples de uma risada, um olhar sincero ou até uma versão pura de nós mesmos refletidos em alguém...imagens e sentidos espalhados por um enorme espaço.

Alguém que certamente interfere e ainda sim contagia.

Não há dúvida de que estamos ligados as pessoas por laços, muitos deles desconhecidos ou inerentes as nossas razões. Sentimos muito mais do que compreendemos, a chamada razão inconsciente...com tantos significados distintos.
Quem ousaria discordar desta sutil leveza que carregamos ou apenas encontramos por aí?

O certo e inquestionável nisso tudo é que não existem coincidências, nos aproximamos por total e completa sintonia...simpaticamente encantador por assim dizer.
Entramos em uma mão única ao permitir que as pessoas façam parte de nossa vida. 

Compartilhamos...somamos...somos.

Por isso não duvide nem sequer por um segundo de que as pessoas que estão em sua vida estão lá por um motivo, a simpatia existe para facilitar este encontro, afinal, na plenitude da felicidade....cada dia é uma vida inteira.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Silêncio

 
Certa vez me falaram que o silêncio é uma resposta involuntária da alma... será isso um sinal de que estamos fugindo de nós mesmos ou apenas uma mera "coincidência" das desculpas que inventamos?. 

Algo que não deveria ser tão palpável...alternativa.

Junto com o silêncio; caminha a ansia...uma ansia em tentarmos expor muito mais do que compreendemos, externar uma incrível e crescente verdade, sejam elas direcionadas ou apenas cruas como a concepção. No silêncio o que impera é a realidade absoluta.


Vigiamos demais nossos sentidos, encobrimos nossa persistência primitiva...em nome de uma brisa que possa nos acalmar diante de uma avalanche de acontecimentos surpreendentes, ou que poderiam se tornar...algo.

Fechamos os olhos, nos concentramos em permanecer distantes..tudo em busca do razoável e implacável silêncio. Será mesmo que conseguimos deixar tão transparente alguma razão?

O mais incrível nisso tudo é que quanto mais nos calamos, mais vozes parecem surgir...como um grito nos expondo em um alerta constante. 

Não há respostas diante do óbvio.  

Feche os olhos...contemple suas opções, afinal: o pensamento trabalha no silêncio e a virtude no segredo.
No fim, teremos sempre as palavras não ditas... 

O silêncio é uma confissão...ponto.