segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A viagem

De Sêneca para o mundo:

" Pensas que só a ti isso aconteceu e te admiras como se fosse uma coisa nova o fato de em tão longa peregrinação e em tanta variedade de lugares não teres tirado a tristeza e a gravidade da mente?. Deves mudar o ânimo, não o céu. Mesmo que atravesses o vasto mar, mesmo que se percam a terra e as cidades, os vícios te seguem e te perseguem aonde quer que vá".

Compreendamos a profundidade de nossa hipocrisia...
Somos um acaso cercados de fatos por todos os lados...e será assim onde quer que estejamos.
Uma coisa é certa e inegavelmente real: a felicidade é um estado de espírito e não um caso permanente de razões.

Por isso é importante preservarmos nossas raízes, por isso é tão complicado sermos autênticos.
No final do dia o que conta são os passos que você deixou para trás.
O que contabilizamos com isso: pegadas ou falhas?

Que benefício pode trazer uma nova jornada a quem quer que seja?, ela jamais controlaria prazeres, conteria paixões, reprimiria qualquer impulso de raiva.
Jamais haveria ou emitiria um julgamento.
A viagem não o fará melhor nem mais racional....apenas a utilidade de suas verdades possibilitarão mudanças significativas, aquelas quais você busca na nova etapa da vida:
O agora.
O tempo transcorre segundo as leis imutáveis...e que me importa as certezas da natureza se eu insisto em permanecer na incerteza?

Então tenha em mente que o dia e a noite só ocorrem em nossa inferior atmosfera. Tal pensamento não permite que deposites no fundo de sua alma nenhuma tristeza.
Seja hoje o que quer para o seu amanhã e não esqueça que onde quer que você esteja, não estará sozinho.

Por isso mesmo é preciso um único pensamento: Manter a paz de espírito.
Nela encontramos as respostas menos afoitas, a calma para discernir o certo do errado e principalmente ser indulgente com os verdadeiros afetos.
Os caros, os eternos, os reais.

Busque seu lugar no mundo, nem que para isso sua busca seja etérea.
Mais vale uma boa caminhada do que permanecer parado na própria ignorância.

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