sexta-feira, 22 de julho de 2011

O TEMPO


Uma pausa... assim descrevo o tempo.
Um percurso estreito, um trajeto finito que nos é concedido ao iniciarmos nossa jornada pela vida.
Ninguém possui controle do tempo, ninguém está a salvo de surpresas, apenas do momento e seu controle inerte, muitas vezes sem direção.

Presenciamos acontecimentos, estupefatos ou apenas encostados, essa dose de intensidade a qual nos inclinamos salvam nossos minutos de passarem em vão.
Ainda é pouco, assim seguimos em frente.

Falar sobre o tempo tornou-se algo bem subjetivo.

De uma coisa temos de ter certeza:
De nada adianta apressarmos as coisas, tudo vem a seu tempo...dentro de um prazo que foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente.
Possuímos pressa em tudo e aí, acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Mas alguém poderia dizer qual é esse tempo certo?

Basta observarmos os sinais...
Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser uma palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento propício, diante da situação ou pessoa certa.

Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez por isso que você esteja agora lendo essas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns destes sinais já estão por perto e você nem os notou ainda.
lembre-se de que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

O tempo passa?
Não passa no abismo do coração
lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu
transcedem qualquer medida.

Além do amor, não ha nada,
amar é o sumo da vida.
Pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade".

Carlos Drummond de Andrade

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