quarta-feira, 27 de abril de 2011

Permissão


Infinitas possibilidades, incrédulas visões.
Nos manifestamos de forma incorreta, insubstancial de formas e contextos superficiais.
Onde não há calor, certamente predomina a incerteza.

No bravo cedro imposto, a rigidez das palavras, o olhar desatento.
Uma incapacidade notável de ser...cada vez menos.
Existem sutis ressalvas, notavelmente reveladas através de incansáveis olhares.

Um talvez ou quem sabe agora, inclinar-se para a calmaria e deleitar-se ao sono dos justos pode ser a maior de todas as transformações permitidas por nosso inconsciente cansado, deleitemos o raro momento de quietude.

Mas hoje, assim como ontem em que por diversas vezes relaxamos ao sabor do vento, refletimos sobre as permissões que nos disponibilizamos.
Somos livres, mas colhemos frutos de sabor amargo, um tempero que ainda não sabemos provar, mas que ainda faz parte de nossas escolhas diárias.
Somos impulsionados ao trivial ou apenas não sabemos como nos surpreender?

Permissão é apenas uma palavra de ordem natural, que de natural possui apenas a idealização, pois o contexto é extenso e duvidoso.
Como uma gota de água que cai lentamente, diminuímos o ritmo a favor da espera.
Ainda cremos em um contexto maior que a realidade, fruto da total falta de compatibilidade com a vida.

Não nos permitimos...
Ficamos presos, encapsulados dentro de nós mesmos.
Insensíveis ao passado, atacados pelos nossos medos. Permanecemos presos por paredes, criadas em momentos de desespero, perpetuando nossas fraquezas, persistindo em velhos conceitos, deixando brincar nossos defeitos e ainda remoendo possíveis segredos...em uma expectativa danada, uma distância pouca, uma ânsia louca e ainda em uma procura desesperada de um abraço que nunca aconteceu e de um sorriso que por pouco tempo existiu.

Sonhamos uma vida cor de rosa. Adoecemos nossa alma.
Tudo tingimos de tons acinzentados. Assistimos, exaustos, ao mesmo espetáculo.
Entorpecemos-nos de viver pouco a vida. Deixamos na poeira dois corações murchos,
Devastados pela existência e saciados dela.
Não aprendemos a técnica, erramos a fórmula da mágica, fechamos todas as portas e cortinamos todas as janelas.

Ainda não enxugamos nossos olhos e o suplício persiste em fazer morada nestes corpos sedentos de amor, porém, fartos dessa magia que é o viver.


Não nos permitimos..perdemos-nos em crateras; transformamos tudo em dor.
Deixamos nascer uma triste primavera onde brotou uma rosa inócua,
Inodora, insípida e incolor.

Por que?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fatos



Tempo e limite...

Um limiar curvo, porém contínuo de possibilidades e fatos concretos.

Sentimos demais ou presenciamos com uma intensidade menor?


Essa intensidade absoluta que insistimos em desviar, é a compressora força que carregamos sem perceber. Buscamos acontecimentos; mas esquecemos de nos entregar quando eles aparecem.

Um medo incondicionalmente racional.


Que força é essa que nos faz medir os passos que tanto queremos dar?, o seguro e o ideal dificilmente caminham de mãos dadas. Por isso arriscar ainda é o maior salto que devemos nos permitir.


Na vida ou você se propõe...ou...

Boas lições são aquelas que tiramos de situações inesperadas...um feliz e satisfatório encontro com o acaso.

Quem foi que disse que devemos cumprir uma jornada baseada em exemplos?. Seguramente foi o mesmo tolo que viveu sem ao menos existir.


Cada um pode e deve ser o que bem quiser, afinal, por mais cliché que se possa parecer, ninguém está aqui para sofrer.

Mas ainda é muito difícil conquistar compreensão diante de um mundo tão seguramente cruel.

Uma mistura fatalmente heterogênea.


Fato: precisamos nos encontrar antes de mais nada e aprender a deixar de lado paradigmas alheios como exemplos de conduta / postura.

Saber como e onde dizer não, você sabe?

Um bom começo para uma mente no mínimo confusa.