domingo, 21 de novembro de 2010

Vamos deixar assim...


Existe um implacável sistema de avisos que recebemos e que involuntariamente preenche pensamentos e ações, diversificando atitudes, transformando passos e pessoas.
Dúvida, inconsistente e permanente.

Neste ciclo que diariamente fechamos, questionamos onde fica a ilimitável leveza de ser, ou freneticamente cria um certo sentido.
Essa vírgula persistente ainda permanece com muitos nós, onde certamente não cabemos.
Sai a imparcialidade, entra o questionamento...e assim seguimos em frente.

Se todos os dias nossas perguntas fossem respondidas com contexto, hoje não existiriam mais
rompantes de certezas, o que dubiamente nos faz voltar ao centro sem uma total atenção, demasiadamente...involuntária.
O ser humano e suas vicissitudes.

Mas por hora, vamos deixar assim: continue em frente procurando se concentrar em algo que por uma boa causa, permanece tão ocasionalmente estabelecido.
Preservar os sentidos de direção é sem dúvida um escape, uma boa desculpa para seguirmos em busca do ideal.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tempo e espaço


É mesmo muito simples..se o acaso não existisse...
Se por uma infinita postura, digamos menos austera, o acaso pudesse de verdade prolongar a sensação de felicidade; certamente a virgula entre o espaço e tempo seria um pouco menor, como um andar sem fundamento.
Não precisamos de pausas, mas temos de compreende-las quando elas se tornam tão presentes e altivas.

Existem dois tipos de presenças: a real e a imediata. Cada qual com seu significado onipresente, basta de fato nos inclinarmos ou posicionarmos, não sei bem como, mas uma hora acabamos caindo em certas contradições ilimitadas, onde mesmo que por poucos segundos nos sintamos menos..talvez mesmo se o acaso não existisse.

Cada tempo e espaço requer duelos de dúvidas, aspirações e vírgulas, muitas e muitas vírgulas...os instantes devem ser eternos dentro de cada acontecimento, isso é ímpar.

Violamos condutas, partimos do princípio que estamos muito mais que somos, um erro não meramente imperdoável, mas fatal.
Se todos os grandes poetas resolvessem criar um único fragmento de realidade, certamente encontrariam em conjunto uma única verdade: saudade, talvez a que grandiosamente não exista explicação.