quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Verdades


Ao menos uma vez todo ser humano cometeu ou cometerá um erro injustificável, uma instransigência pessoal, um descuido tipicamente estúpido em nome da razão pessoal.
Será que conseguimos lidar de frente com isso ou estamos apenas vivendo em nome de um paradigma social?

Ainda estamos nos acostumando a conviver com nossas próprias escolhas e constatar que nem sempre concordar implica em acertar. Essa dose de otimismo que estamos acostumados a aceitar e pegar um pouco emprestado de outros; por que não?

Fragilmente nos colocamos a deriva para enfrentarmos as próprias questões.
Somos mais dúvidas que certezas. Infindáveis motivos para dizer não, quando apenas um sim pode iniciar uma jornada de conhecimentos e conquistas.
Mas de uma coisa não temos como fugir: Nossa alma está onde nosso espírito se aquieta.
Nem sempre unimos os dois, mas tentar já é por sí só uma verdade arrebatadora.

Jogamos para o alto aquilo que queremos que aconteça. Nossas atitudes tem uma força muito grande; por isso é fundamental desejarmos coisas boas: teremos de volta tudo aquilo que lançarmos aos outros.

Saber deixar de lado certos pre-conceitos e começar a olhar a nossa vida por um ângulo menos pesado...
Existe aí um degrau muito tênue entre a razão e a sensibilidade;outra verdade passível de erro - nem sempre tudo é fácil, outras vezes complicamos muito.

Mas uma coisa é muito real:
Cada bocado de mim é fruto daquilo que colhi de todas as pessoas que encontrei na vida.
Completamente inegável com certeza...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Para frente


GRATIOR HOC FUERIS,QUO MINUS IPSE FREQUENS

É mais ou menos assim:
Ou você faz ;ou passa a vida inteira se justificando.

Quanto tempo somamos tentando equilibrar a vida?, se alguém conseguir responder, terá resolvido um grande mistério:
Onde nossa alma está de verdade.

Seguimos em frente com certos atos de verbalizações - Nós gostamos de falar, mas escutamos pouco.
Esta satisfação momentânea a qual nos propomos como um ato de fuga - Deixamos de seguir em frente para estacionarmos em uma idéia que não se modifica e nos faz muito mais egoístas com princípios e escolhas.

Não movimentamos a vida. Na maioria das vezes observamos os acontecimentos que procedem na nossa frente como uma miragem que tanto vislumbramos mas que não tocamos, olhar se torna a única fonte de verdades pessoais que nos afronta.

Pra frente é que se segue...
Gostamos de desviar olhares...imaginar, sonhar. Isso não fez mal a ninguém.
Essa inconstância de sentimentos que nos atropela, chegando a sufocar prováveis expectativas que criamos, nos mantém a deriva.
Talvez seja nesse limiar intolerável que conseguimos encontrar ou tentar achar uma resposta plausível para a chamada dúvida permanente.
"Onde está a nossa felicidade?"

Nos mantemos a salvo simplesmente seguindo um curso pré-estabelecido ou aquele em que outros julgam serem correto. Até que ponto conseguimos andar para frente sem tropeçarmos nas dúvidas?, eu honestamente não sei.
A grande problemática está em deixarmos para trás não somente dúvidas, mas certas certezas que guardamos no caminho e que mais para frente se tornam obstáculos intransponíveis.

Chegará a hora em que será necessário deixarmos de ser automáticos com as decisões. A vida pede isso, as cobranças acontecem mais cedo ou mais tarde. E se você não estiver preparado enfrentará não somente a cobrança pessoal, mas a imagem de ver todos a sua volta sendo na maioria das vezes, felizes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Por onde andamos?

Onde você esta hoje?

A razão que nos impulsiona, nos mobiliza, faz com que nos tornemos restritos; a própria dualidade que nos deixa questionar sobre o que é ser por completo humano.
Não é de hoje que nos culpamos sem termos uma base firme de propósitos (ilusórios ou não).

Precisamos observar melhor os exemplos de determinação, ou determinismo, compreenda como puder, para sabermos como e onde julgar nossas atitudes corretamente, se julgar for de verdade o que move a sua existência. Buscamos aprovação?, no mínimo uma resposta que nos satisfaça.


O que é hoje para algumas pessoas, certamente não cabe no espaço alheio.
Precisamos parar de argumentar e passar a existir com leveza em um paralelo menos existencial. A cabeça é um universo completamente ambíguo, de forma que existem inúmeras portas a serem abertas, desde que você se permita ser menos conclusivo.

Como posso dizer? um pouco menos pesado talvez seja o mínimo dentro deste máximo contexto que procuramos desvendar todos os dias. Precisamos observar as pessoas, entrar em seus cotidianos, tentar de verdade ajudar no que for possível, ser menos egoístas com nossas idéias antes que a vida se dispeça e você não consiga terminar o que começou lá atrás.

Às vezes sei que é preciso viver calado para assustar os fantasmas desses mundos que criamos;
Esquecer os papéis amarrotados, as paixões pré-fabricadas, os passados mal vividos o que
não frutificou;

Também sei que é preciso andar armado e assumir fantasias;Criar mundos pra vivermos...
Relembrar os poemas inspirados; os amores verdadeiros presentes certeiros, sementes, galhos e frutos.

Mas é preciso sempre caminhar - de frente e olhando para o alto, pois acredite: pesa menos saber que olhando para cima a vida nos ensina a seguir adiante...apesar de todas as circunstâncias a que somos expostos e obrigados a enfrentar em nome do chamado destino nos empurrarem para o chão.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O PREÇO


Que preço é esse que constantemente vinculamos a nossa vida como fonte exclusiva de prioridade?
Ele é alto demais e muitas vezes não podemos ou até mesmo suportamos pagar. Nossos pensamentos enganam a real vontade de tomar uma atitude que vale a pena, ou seja, somos burlados por nós mesmos.
Erroneo... ou pelo menos bem contraditório.

Procuramos respostas demais quando na verdade nos cabe apenas compreender que a vida é um sistema que gira e não pode parar. Se este é o preço, acredito que ainda vale a pena tentar.
A vida é um jogo irrestrito e infinito de possibilidades, e se estamos nela, temos a obrigação de tentar mudar a cor ou o sentido de certas atitudes que procedemos conosco e com outros que fazem parte dela, direta ou indiretamente.
Temos de nos responsabilizar pela direção que tomamos.

A capacidade humana em tornar tudo mais difícil é algo que me deixa perplexa e invariavelmente acabo percebendo que por mais comedida que possa parecer, a vida é de fato o presente mais caro que nos é cedido, estamos de passagem e devemos deixar um rastro positivo no final do saldo.

O preço certo?, não sei explicar, mas ainda penso que mesmo diante de tantas atitudes contrárias, somos feitos da mesma matéria: amor.
E enquanto durar minha passagem, estarei disposta a mudar as cores que tanto pintam ao meu redor.