segunda-feira, 28 de junho de 2010

CONDUTAS DE RISCO


" Todo o homem de ação é essencialmente animado e otimista porque quem não sente é feliz."
Fernando Pessoa

Quando olhamos para trás enxergamos alguns passos que certamente gostaríamos de não ter dado, olhares que não deveríamos ter disparado e muito menos atitudes que não serviram de exemplos ou suporte.
Nos cobramos, questionamos, visualizamos demais?, intensas e fulgases posturas.

Desde que o mundo é mundo o ser humano se questiona e esquece que para viver bem, bastam medidas e condutas simples.
A simplicidade deixou de ser palavra de ordem, passando a ocupar um lugar muito distante em nossa vida, conclusões que chegamos tardiamente quando percebemos a importância de saber aproveitar descobertas e reestabelecer sentimentos perdidos.

Nós nos perdemos no caminho, isso acontece, afinal: Evolução e transgressão caminham lado a lado, a mesma face da moeda.
Precisamos compreender que a insensatez é um estímulo que carregamos e o expomos de forma completamente equivocada, pois ser insensato não fundamenta que somos
incapázes ou até mesmo incrédulos e estúpidos, são apenas episódios que passamos e que é a mais pura e completa verdade que guardamos quando permitimos que nossa conduta passe a ser de risco total.

É preciso captarmos os sinais que a vida nos permeia e fazer valer a compreensão, sem temer tanto pela diferença das respostas que obtemos, afinal, o medo ainda é um bom aliado que permite lugar para a impetuosidade e composição de novas frentes de comportamento.
Somos demasiados quando queremos ser, então por que temos tanto receio diante de tudo?, será pelo fato de ainda ultrapassarmos os limites para deixar de lado o sentido único da vida que é a tal simplicidade de viver, ou por que ainda nos comportamos como a maioria?, creio mesmo que sim.

Mas esse mistério misturado ao incrédulo ainda me faz racionalizar que temos tempo para reavaliarmos as opções, afinal:
ser ainda implica em coexistir, logo não estamos tão longe de descobrir que escolher demais não leva a lugar algum.

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