quarta-feira, 5 de maio de 2010

A LUPA

No espaço entre o tempo e a vontade, conseguir controlar o ímpeto sentimental na maioria das decisões que precisamos tomar, de fato é uma questão a parte.

Quando temos de assumir posturas que muitas vezes não sabemos como administrar, criarmos visões apenas para gerar uma solução eficaz e satisfatória para outros e determinarmos caminhos contrários as nossas aspirações, acabamos nos perdendo e sem querer ficamos isolados em um mundo paralelo que particularmente nos imobiliza e nos mantém adormecidos ou propriamente dizendo: anestesiados.
Descutimos demais, pensamos demais e realizamos de menos, esta sim é a maior resposta que nós enfrentamos todos os dias na frente do espelho.

A imagem que refletimos é sim aquela que criamos não só para os outros, mas para nós mesmos todos os dias ao darmos as costas para as aflições e eternos dilemas que relutamos em solucionar: Onde de fato está o nosso coração.

Estamos em tantos lugares diferentes que as vezes deixamos escapar boas chances de sermos nós mesmos ou infelizmente nos permitirmos demais, e isso querendo ou não; é muito.
Talvez por isso estamos deixando de lado nosso emocional para virarmos cada vez mais a criatura racional que a humanidade nos cobra, erronio não?
Se o mundo está em déficit por um pouco mais de humanidade e menos acordos racionais, esta é a chance de encontrar razões para iniciar uma dupla jornada e começar uma conscientização intelectual do saber pelo próprio saber da palavra, se é que me entende.

O coração não é apenas o órgão que rege nossa estrutura corporal, ele também é o responsável pela energia que você transmite ao tomar qualquer decisão para sua vida ou influenciar a de outras que paralelamente vivem ou mesmo estão indiretamente com você.

" U
m homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível". (Mahatma Gandhi)

3 comentários:

  1. Senti um certo foco. Beijo, mo, te amo!

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  2. Uma publicitária com visão e sentimentos de uma psicoterapeuta.

    Às vezes para nos protegermos, hibernamos emocionalmente.

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  3. Abrir o coração é se mostrar vulnerável.
    Surge medo diante da vulnerabilidade.
    Conquistamos, criamos auto imagens extremamentes desgastantes, nos defendemos do mundo e de nós mesmos, com receio que nossa alma seja exposta.
    As maiores riquezas e tesouros que podemos nos oferecer e ofertar ao mundo, não estão na carcaça da qual nos mascaramos, mas na fluidez de nossa alma e nossos sentimentos.
    Por que gastar tanto tempo nos escondendo? Por que gastar tanto tempo buscando aprovação? A vida é efémera. Vamos aproveitar cada instante para sentir e nos descobrir. Pode ser arriscado mas é extremamente prazeroso e saudável.

    Dani, exponha-se pois há coragem neste ato!
    Votei em você! E continuarei votando pois você arrisca a ser você mesma. Isso é bom, muito bom.
    Beijos, Marie

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