quarta-feira, 28 de abril de 2010

O PODER DO ROSA

Existe uma parcela que ainda crê que mulheres são deusas celestiais que devem permanecer emolduradas e guardadas a sete chaves, ou ainda que devem ser expostas como relíquias intocáveis e acéfalas, ironia do destino, somos a resposta a todas as erronias tentativas de silêncio - arrisco étnicas por assim dizer.

E são essas pessoas que se identificam umas com as outras, ou são identificadas como tal por terceiros, com base em semelhanças culturais ou biológicas, ou ambas, reais ou presumidas que faz cair por água abaixo toda essa teoria do caos que se instalou no dia em que os homens compreenderam toda a profundidade que este ser uni/bilateral significa e representa.


Mulher, ser único que antes repousava, hoje se enxerga coberta de circunstâncias.
Quantas barreiras intransponíveis, não apenas pelo poder da palavra, mas pelo firmar em uma cabível altivez; uma postura que pertence somente e tão certamente a nós: ser muito mais que estar ou mesmo viver pelo simples prazer da palavra.
Fiquemos caladas por alguns segundos, o mundo se entristece, destoa e se curva ao poder do rosa, ou vermelho, ou amarelo - definir é apenas uma questão de estilo, um singularismo incrível que ouso dizer.


O importante é compreender que este poder que nos rodeia surgiu a milênios, quando o tempo e a razão finalmente resolveram seguir caminhos opostos e coube a nós compreender e passar adiante toda esta vasta força que permanece acelerada - chamemos então de discernimento; e isso não é ótimo?.
A decisão realmente cabe a nós e isso de verdade nos projeta, nos alimenta e nos faz seguir em frente e principalmente, nos faz ser hoje muito melhor do que imaginávamos acontecer ontem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu registro...