segunda-feira, 12 de abril de 2010

A DIVERSIDADE

Nos dias atuais onde as informações nos chegam depressa demais, expomos nossas particularidades sem antes racionalizarmos prudentemente. Prudente, está aí uma palavra pouco conhecida aos que andam no limite entre a razão e a sensibilidade.

Julgamos as perguntas que nós mesmos fazemos e criamos um ritmo lento que nos imobiliza e nos faz agir muito mais do que pensar, uma diversidade que nos freia, nos impede de discernir os fatos pela razão.Coincidentemente despertamos um interesse mútuo e imediato pelo conhecimento alheio, o que nos torna mais suscetíveis para o acaso e vulneráveis ao empenho e persistência.

Quando apenas o que nos resta é a vontade de fazer diferente, temos a possibilidade de mudar e tornar a diversidade um suporte, um ponto de equilíbrio real e sustentável.

O que constato é que estamos diante de infinitas possibilidades de sermos melhores, basta que iniciemos um processo de aprendizado contínuo e deixemos de lado a auto suficiência que tanto nos limita ou que muitas vezes nos mantém desfocado dos propósitos que firmamos.

Mas afinal, existe coesão entre a razão e a sensibilidade?, estamos de verdade pensando cada dia menos para nos identificarmos com a semelhança alheia?

Talvez agora não tenhamos capacidade de responder ou chegar a alguma conclusão satisfatória a respeito disso, mas o que certamente possuímos é a vontade de compreender a diversidade de fatos atual em que estamos e isso é de verdade o melhor para o melhor - sermos nós mesmo diante de um mundo repleto de oportunidades de evolução interior.

Nos julgamos mais do que pensamos ou agimos, é um instinto natural do ser humano - falar. Será que nesta altura do campeonato não prestamos mais atenção aos sinais que recebemos?, pode ser. Estamos sendo irracionais na maioria do tempo, desperdiçamos tempo e energia com assuntos inacabados, sofremos por antecipação, nos colocamos diante de fatos e acontecimentos, nos adiantamos e esquecemos que o melhor da vida é justamente aprender através de novos e irrefutáveis passos e conviver com o diferente, que sem dúvida torna a existência humana muito mais divertida e agradável.

Pergunto: Por onde devemos começar a mudar?

Somos humanos, logo passíveis de erros. Esta é a chance que estávamos procurando, o mundo anceia por mudanças comportamentais e está nos cobrando uma postura emergencial.

Nós já sugamos demais e não há mais nada que possamos fazer a não ser criarmos consciência e derrubarmos nossas barreiras pessoais. Somos humanos, temos muito o que aprender. Ninguém vai embora sem ao menos compeender que a fragilidade é um alarme que desperta quando nos expomos e nos permitimos sermos no mínimo diferente do que estamos ou fomos acostumados.

Viver ainda é a melhor resposta; isso não é bom?

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