quarta-feira, 3 de março de 2010

CONTANDO MIGALHAS

Farei do dia um breque fora de controle...somente por hoje.

Hoje posso dizer que a vida realmente nos coloca em situações bem quantitativas, assim exclamo minha indignação pela total ausência de inteligência e criatividade, ambas bem expostas na cultura cotidiana em que me vejo presente.

Não é necessário uma análise profunda para constatar que a riqueza de fatos, livros e boas palavras que tão longe pronunciadas, jaz apenas pela epifanía desconcentrada de pessoas que se encontram para falar sobre o nada, literalmente.

Onde está a ordem universal que paralelamente caminha ao lado dos que fazem a diferença?
Estaríamos nós de fato a mercê dos soberanos iletrados?,talvez. Um sim nesta altura do campeonato seria o fim dos tempos para uma jovem que observa a vida ao lado do paralelo.

Minha cabeça segue confusa, caminhando e encontrando poucas boas coincidências qualitativas, lembranças de um tempo bom, com falas discursivas, o eufemismo nunca fez parte da metade caricaturizada deste ser humano que vos fala. A vida levada a sério, pelo exemplo de coesão e visão exacerbada do correto.
Mas então, no meio disso tudo, posso afirmar que o correto é a soma de todas as atitudes que empregamos em prol de uma cultura acertiva própria?...frase muito complexa..eu repito:
Vivemos contando migalhas?

Não estou abrindo aqui um leque de discussões literárias, apenas colocando na mesa algumas folhas em branco para que você deixe de cair no óbvio e pratique o ato de sua imparcialidade intelectual.
As pessoas não querem sósios, querem pessoas ímpares que somem. Vivemos colidindo com pessoas aos pares, seja no virtual, seja no intelectual onipresente e isso por sí só causa uma onda gigante de besteiras que acumulamos diariamente e que equivocadamente não conseguimos expurgar.

Mas de fato nem todas as besteiras "culturais" que existem servem de mal exemplo; elas conseguem demonstrar como e onde aprender, depois de um tempo você se permitirá rir e até se inclinar a apreciar o bizarro como um expectador seleto.
Seletividade é a palavra da vez.
Faça como eu: não desvalorize o alheio, apenas permita-se inclinar ao contexto e não apenas no conteúdo.

Ou então, como sempre digo:
Aquele que faz e promove, cultiva o seu próprio êxito.

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