sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Silêncio


Falar é prata, calar é ouro, esse é o fato que determina nossa presença entre as relações humanas.
Somos o impulso, somos a prática indisciplinada, temor alheio transformado em palavras.
Quando falamos passamos uma concepção, um contexto, até mesmo um pedido recolhido de atenção.
Será o silêncio a pausa da certeza humana?, quem sabe, ou talvez o calar-se seja um alívio da alma, assim seja.

Para quem possa interessar, o silêncio serve de argumento, de resposta ao inconstante pensamento de negatividade que assumimos em uma postura de incerteza, hora por medo, hora por conveniência.
Não podemos taxar o silêncio como um breque à respostas indevidas, situações em que precisamos de fato falar, gritar, externar uma postura certamente imparcial.
Se devemos ou não, isso é uma outra história, mas é ótimo quando conquistamos algo com a nossa voz, um pedido de "por favor" muitas vezes cai muito bem.

Somente por hoje adianto um pouco as palavras que, você sabe como é, passam ao meu lado como um pedido de atenção. Se eu pudesse eu seria uma afirmação, um constante brilho de atenção, uma palavra de ordem em meio ao caos, um passo sempre adiante da razão.
Essa é a ordem: escuto no silêncio a veracidade. Mas tenho ainda muita coisa para colocar em prática, a pausa certa para falar.

O que importa é a forma como colocamos no papel as idéias que executamos, o cenário que pintamos e as respostas que damos aos que pemanecem sempre no eterno silêncio.
Você pode ser a resposta às inúmeras questões, e acredite, mesmo em silêncio atingimos um alvo a distância.
Olhar e enfrentar, dois degraus para uma ação que o impulsiona.
Então quando e onde é apenas uma postura. O silêncio é uma resposta, um alicerce, uma linha que o faz estático. Reposicione-se e tenha em mente que o silêncio é o seu momento de criação, seus segundos preciosos de solidão e o melhor: sua resposta aos cretinos que pedem mais do que merecem - seu tempo.

Quando não tiver nada para acrescentar ao mundo...contemple o ímpar de seu silêncio, pois certamente não é nenhum mal, pelo contrário, parar por alguns instantes faz você buscar o equilíbrio, um alívio que muitas vezes se faz necessário diante do cotidiano frenético que carregamos e suportamos.

"Silenciar-se não quer dizer que paramos, apenas nos permite recriar os passos que não soubemos como contar".

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