sábado, 18 de dezembro de 2010

Por um infinito um pouco melhor...


"Se não fosse pelo ultimo minuto, muita coisa ficaria sem fazer-se".


Tudo o que precisamos está na palma de nossas mãos - repleta e cheia, o que de bem vier para o bem.

As pessoas ainda acreditam que o mundo é apenas um lugar comum onde pode-se usufruir frutos e imagens, colher sem ao menos agradecer ou compreender por tanta existência suprema. O amor não é um jogo de conquistas, mas uma doação constante de desapego.

Certas imagens ficam na memória como um filme que gravamos ; optamos por muitos instantes de prazer e poucos de intensidade; trocamos ao invés de compartilhar.
Será mesmo um sinal de que estamos perdendo os sentidos de direção?
O mundo e suas aspirações cotidianas.

Nunca foi tão simples imaginar-se um pouco melhor, nunca foi tão pequeno o gesto de ser mais humano com as pessoas, com nós mesmos.
A cada ano, perdemos um pouco de essência, de veracidade constante e tal como, menos vontade em melhorar...apenas seguimos em frente.

O que está faltando é um direcionamento, visualizar e começar a compreender que a vida é um presente caro que nos será cobrado lá na frente. Depositamos e canalizamos energia em situações carentes, somos assim e seremos até o fim.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódios e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
Tentar tornou-se uma inspiração; não acha?
Mas essa é uma chance que concedemos ao nosso espírito, nosso ser e; portanto uma vírgula entre tantos pontos que estabelecemos como final.

" A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam, calar-me para ouvir, aprender com meus erros, afinal, eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
para que eu possa acreditar que tudo vai mudar, a abrir minhas janelas para o amor.
E não temer o futuro, a lutar contra as injustiças.
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar".
Charles Chaplin

Pense nisso e comece a riscar os traços de sua vida agora, amanhã pode mesmo ser um pouco tarde. O demais é somente um lampejo de desejos, portanto se você acreditar que faz parte de um todo, estará não apenas começando a compreender que não estamos aqui a toa, mas enxergando que as cores que escolhemos mudam as formas e direções.

Bom final de ano para todos e obrigada por mais um ano de aprendizado mútuo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Liberdade



"Sempre parecerá impossível, até que seja feito"...
Nelson Mandela

Compreender...o primeiro passo.
Haverá um dia em que a liberdade deixará de ser uma opção.
O insensato permanece como um caminho desconhecido, cinza e exclusivamente presente, onde as curvas de qualquer razão se sobressaem pelos intermináveis e incontestáveis talvez.
Confundimos direito com obrigação, um ímpar relativamente alto.

Existem intensos sons que ecoam por dentro, formam frases de efeito, geram correntes de certezas; tentamos ser adaptáveis ao sistema...incorrigivelmente pluralistas.
Cedemos espaço ou apenas não nos adaptamos...escolhas imprevisíveis.
Quisera possuir o dom de estar em todos os lugares e ver a vida por um ângulo menos quadrado.

Libertar implica em respeitar, dois verbos completamente separados pelo aceitar...uma dualidade implacável.
O homem sempre se fez prisioneiro de angústias, medos, culpas, solidão, impossibilidade de agir, padrões pré determinados, doutrinas, normas, dogmas...etc. Pôde então libertar-se buscando o auto-conhecimento e realizando-se, tornando-se responsável por suas escolhas.

A condição primordial da ação é a liberdade, e ela é pura escolha. Onde não existe escolha, não há liberdade. Assumimos riscos, procuramos compreender o porque de nos deixarmos tão vulneráveis e suscetíveis, quando apenas a resposta pode ser bem simples: você é responsável por todos os "sim" que concede.
Está aí o maior inverso da liberdade: ser tudo aquilo que você não quer para sua vida.

A compreensão possui um preço, um saldo que pode ser alto até mesmo para os que permanecem inertes frente a possibilidades de mudança; incontestáveis sistemáticos.
A liberdade não é algo a ser dado, mas resulta de um projeto de ação. É uma árdua tarefa cujos desafios nem sempre são transponíveis.

É justamente essa resistência que lhe serve de suporte ou apoio para continuar em frente sendo apenas mais um entre tantos.

Termino citando Jaspers:
"Somente nos momentos em que exerço minha liberdade é que sou plenamente eu mesmo".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Acertar é uma questão...


No ciclo de questionamentos, falta o conceito do chamado acerto.
Para muitos, acertar ainda é o principal causador que as faz chegar em alguma conclusão, satisfatória ou não, o pouco permanece como imediato.

Talvez o mais sensato seja descrever o acerto como uma possibilidade de mudança, uma queda nas crenças em verdades absolutas que nada nos remetem ao correto, mas que invariavelmente preservamos.
Nunca é tarde para ajustas as arestas, ou cedo demais...tentar é apenas um simples apelo.

Não existe equilíbrio, ou uma dose única de coragem, o que de fato permanece é a intenção de fazer o que nossa intuição nos alerta, tentar ser um pouco menos egoístas com nossas escolhas e mais altivos com nossas atitudes.
Quem disse que acertar é fácil?, mas é preciso ir de frente, abaixar a cabeça não ajuda em nada para melhorarmos como ser humano.

O acerto é individual, mas implacavelmente coletivo. Ninguém está só, por mais ímpar que se viva. E isso, meu caro, é tão inevitável quanto tentar se esconder diante do espelho.
Vivemos tentando nos adaptar ao correto, porém nem sempre conseguimos estabelecer regras coerentes; somos demais convergentes.

Julgamos demais, pensamos demais, acertar não pode ser um rompante de intransigência.
Erramos muito, inexplicavelmente tentando acertar, e assim seguimos diariamente facilitando um pouco essa inclonclusão a que nos "julgamos".
Passivamente?; pode-se dizer que não.

Está aí outra forma de compreender esta questão: acertar nem sempre foi, mas com certeza será sempre a interrogação.

domingo, 21 de novembro de 2010

Vamos deixar assim...


Existe um implacável sistema de avisos que recebemos e que involuntariamente preenche pensamentos e ações, diversificando atitudes, transformando passos e pessoas.
Dúvida, inconsistente e permanente.

Neste ciclo que diariamente fechamos, questionamos onde fica a ilimitável leveza de ser, ou freneticamente cria um certo sentido.
Essa vírgula persistente ainda permanece com muitos nós, onde certamente não cabemos.
Sai a imparcialidade, entra o questionamento...e assim seguimos em frente.

Se todos os dias nossas perguntas fossem respondidas com contexto, hoje não existiriam mais
rompantes de certezas, o que dubiamente nos faz voltar ao centro sem uma total atenção, demasiadamente...involuntária.
O ser humano e suas vicissitudes.

Mas por hora, vamos deixar assim: continue em frente procurando se concentrar em algo que por uma boa causa, permanece tão ocasionalmente estabelecido.
Preservar os sentidos de direção é sem dúvida um escape, uma boa desculpa para seguirmos em busca do ideal.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tempo e espaço


É mesmo muito simples..se o acaso não existisse...
Se por uma infinita postura, digamos menos austera, o acaso pudesse de verdade prolongar a sensação de felicidade; certamente a virgula entre o espaço e tempo seria um pouco menor, como um andar sem fundamento.
Não precisamos de pausas, mas temos de compreende-las quando elas se tornam tão presentes e altivas.

Existem dois tipos de presenças: a real e a imediata. Cada qual com seu significado onipresente, basta de fato nos inclinarmos ou posicionarmos, não sei bem como, mas uma hora acabamos caindo em certas contradições ilimitadas, onde mesmo que por poucos segundos nos sintamos menos..talvez mesmo se o acaso não existisse.

Cada tempo e espaço requer duelos de dúvidas, aspirações e vírgulas, muitas e muitas vírgulas...os instantes devem ser eternos dentro de cada acontecimento, isso é ímpar.

Violamos condutas, partimos do princípio que estamos muito mais que somos, um erro não meramente imperdoável, mas fatal.
Se todos os grandes poetas resolvessem criar um único fragmento de realidade, certamente encontrariam em conjunto uma única verdade: saudade, talvez a que grandiosamente não exista explicação.

domingo, 24 de outubro de 2010

FEELING

Ir e vir precisa se tornar mais que uma vontade, de fato um dever que nos comprometemos a executar.

Com todos, mas primeiramente por você. Estabeleça um limite, pode ser um imediato desvio no caminho racional que lhe faz permanecer voluntariamente correto.
A simples expressão de perplexidade que nos cobramos, caras e bocas, trejeitos.

Existe um ditado que diz: Cada coisa a seu tempo. Pense um pouco e diga se você está esperando sua vida ter uma certa razão. Um breve questionamento que faz toda a diferença.
Sentir-se bem, uma indiscutível dose de estar.

Adquirir liberdade implica diretamente em possuirmos originalidade?
Nem sempre...
Existem aqueles que vivem em seu mundo próprio, cheio de gente, mas que involuntariamente continuam sozinhos e sem ao menos expressar a verdadeira vontade de ver-se intenso. Porém, essa é uma decisão muito particular dentro de um contexto repleto de desculpas convenientes ou silenciosamente inconstantes.
Será mesmo que precisamos viver assim?

Pagamos um preço alto demais por sermos loucos.
Dar de cara com a chuva pode mesmo aliviar a tensão, impactamos o espírito.
Sentimos o gosto amargo ou o doce sabor da dúvida, eis aqui uma dívida que devemos quitar.
Amar o estranho por mais infinito que seja é uma boa alternativa diante de tudo que ainda podemos e desejamos.

Se para cada passo dado você contar os segundos, estará ao final dos tempos somando todas as oportunidades não realizadas, as aspirações adormecidas, verá as sensações se transformando em meros "porques" pausados diante de imagens projetadas e não concluídas. Contar a vida requer uma demasiada pitada de sensações, essas; captadas através de devaneios de felicidade...e esta, antes que tardiamente...
Um sorriso ainda causa mais impacto do que racionalizar um abraço.

Sentir-se bem é mesmo uma questão completa de percepção, mais e mais.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Liberdade


Vivemos em uma prisão sem muros.
Essa tal expressiva frase que quase sempre nos cria um impacto sobre a realidade que nos colocamos.
Qual parte disso é pura verdade?, um pouco que diariamente tentamos captar ou resgatar.

O incrível na liberdade que tanto prezamos é ela estar conectada ao espírito de empreender.
Todo ser humano que se prese pensou ou certamente pensará em realizar seu pedaço de desejo.
Afinal, realização é mesmo um estado pleno, onde depositamos nossos maiores medos,o que para muitos se torna mesmo uma prisão sem muros. Nem todos conseguem captar a hora de sair do lugar e tentar, uma simples e particular atitude.

O sabor da escolha é um doce presente, ou um amargo sabor, cada um com sua imagem.
Talvez seja o maior mistério de todos, saber onde e como alcançar o sentido de tudo para o qual nos inclinamos tanto.Típicas situações ouso mencionar.
Tão perto e ao mesmo tempo tão distante, assim nos sentimos diante do desconhecido.

Atirar-se impulsivamente, por que não afinal?

Certas respostas só aparecem quando a vida descansa e sai do estado permanente de cuidado.
Julga-se demais, cautelosa e racionalmente.
O bom da liberdade está justamente em desviar-se do caminho traçado pela nossa rotina de segurança. Deixando claro que nem toda liberdade implica em sermos irresponsáveis, é um pouco além permito-me exclamar.

Talvez como agarrar um pedaço do sol, ou um lugar ao sol...
O que não nos falta é ímpeto.

Acreditar é o principal obstáculo. Somos maiores do que imaginamos e isso é fato inquestionável.
Estamos na maioria do tempo adormecidos, em um leve sono que não facilita.
Mas quem disse que a vida tem de ser simples para ser perfeita?
Apenas um padrão, tão somente isso.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Duvidar pra que?

Ninguém precisa carregar o mundo nas costas, não estamos aqui para sofrer...

Se num piscar de olhos pudéssemos mudar o rumo de nossos caminhos, certamente eu não estaria aqui hoje para falar sobre a rotina a que prazerosamente me propus cumprir.
Todos os dias eu levanto, olhos para os lados e tenho o mesmo insite:
Onde quero chegar hoje?

Talvez não saiba ao certo; ou como, mas eu capto boas definições para continuar em frente e permanecer em estado de alerta. O que vale no final ainda é a experiência de tentar ser ao menos impulsiva, ou no mínimo bem reflexiva sobre o pensamento humano em como duvidar mais.

Para ser feliz precisamos sair do estado de conforto e nos confrontarmos mais e sempre.
O que acontece na maioria do tempo é perceber que mesmo captando saídas, ainda desligo meus sensores racionais e permaneço neste curso tão irregular, mas abusrdamente arrebatador.
Devo disistir?..talvez colocar-me no lugar ou estacionar do lado de fora desta órbita, assim me sinto quando penso na loucura que as pessoas fazem em nome do idealismo.
Elas se perdem em seus próprios propósitos, dúbio isso, não?

Colocamos nossas prioridades de lado em razão pela qual não sabemos, ou até sabemos, mas não compreendemos que quando ela se faz ausente somos parte de um todo que mal se justifica, apenas declina-se por não saber seguir adiante com suas escolhas pessoais. As pessoas esquecem de quão epslendoroza a vida se torna quando resgatamos nosso senso de liberdade.
A liberdade é mesmo uma opção e não apenas uma direção que tomamos quando não temos mais por onde seguir.

Não há mais duvidas: Existem aqueles que vieram ao mundo para carrega-lo nas costas, essa pessoa certamente não sou eu.
Estou mais para ser do que querer, entende?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O absoluto sentido


Nem sempre possuímos a certeza do que queremos da vida, mas uma coisa é verdade: Tentamos demais provar que podemos compreender sem ao menos nos esforçarmos para isso.
Questionamos as pessoas e as colocamos na parede com um apenas; e ai?

Talvez dentro deste contexto ilusório de achismos, nós permanecemos anestesiados e sem ar tentando encontrar qualquer solução imediata para esta aflição que toma conta de nossas ações e medidas desesperadas - o impulso.

Uma coisa é certa: Quanto mais invertido é o sentido de nossa vida, mais horas precisaremos para voltarmos ao centro - o pulso que tanto pulsa. Para mim , para você e para todos.

Mas, quem será que consegue domar todas as direções a que somos impulsionados?, fatalmente ninguém. E se de repente o coração parar por poucos segundos, conseguiremos então notar que esse suspiro de realidade, então nos faz voltar onde nossa vontade permanece intácta.

Para tudo isso, minha vontade que reluta em acertar, fico sentada infindando questões que não se resolvem - o erro que nos paralisa. Por isso anestesiar-se ainda é uma saída que faz o coração continuar em frente.

Mas uma coisa podemos concordar:

Algo está certo,
decerto estava errado
o que houve foi um equívoco
na hipótese traçada, no fundo

Todo mundo quer acertar
mas, a vida não é linha reta,
é preciso estar de cabeça ereta,
admitir e com os próprios erros aprender

Às vezes falta um pouco de humildade
e o orgulho, pode bater mais forte
contudo, é talvez nas tentativas e erros
que se projeto no futuro, o acerto...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Verdades


Ao menos uma vez todo ser humano cometeu ou cometerá um erro injustificável, uma instransigência pessoal, um descuido tipicamente estúpido em nome da razão pessoal.
Será que conseguimos lidar de frente com isso ou estamos apenas vivendo em nome de um paradigma social?

Ainda estamos nos acostumando a conviver com nossas próprias escolhas e constatar que nem sempre concordar implica em acertar. Essa dose de otimismo que estamos acostumados a aceitar e pegar um pouco emprestado de outros; por que não?

Fragilmente nos colocamos a deriva para enfrentarmos as próprias questões.
Somos mais dúvidas que certezas. Infindáveis motivos para dizer não, quando apenas um sim pode iniciar uma jornada de conhecimentos e conquistas.
Mas de uma coisa não temos como fugir: Nossa alma está onde nosso espírito se aquieta.
Nem sempre unimos os dois, mas tentar já é por sí só uma verdade arrebatadora.

Jogamos para o alto aquilo que queremos que aconteça. Nossas atitudes tem uma força muito grande; por isso é fundamental desejarmos coisas boas: teremos de volta tudo aquilo que lançarmos aos outros.

Saber deixar de lado certos pre-conceitos e começar a olhar a nossa vida por um ângulo menos pesado...
Existe aí um degrau muito tênue entre a razão e a sensibilidade;outra verdade passível de erro - nem sempre tudo é fácil, outras vezes complicamos muito.

Mas uma coisa é muito real:
Cada bocado de mim é fruto daquilo que colhi de todas as pessoas que encontrei na vida.
Completamente inegável com certeza...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Para frente


GRATIOR HOC FUERIS,QUO MINUS IPSE FREQUENS

É mais ou menos assim:
Ou você faz ;ou passa a vida inteira se justificando.

Quanto tempo somamos tentando equilibrar a vida?, se alguém conseguir responder, terá resolvido um grande mistério:
Onde nossa alma está de verdade.

Seguimos em frente com certos atos de verbalizações - Nós gostamos de falar, mas escutamos pouco.
Esta satisfação momentânea a qual nos propomos como um ato de fuga - Deixamos de seguir em frente para estacionarmos em uma idéia que não se modifica e nos faz muito mais egoístas com princípios e escolhas.

Não movimentamos a vida. Na maioria das vezes observamos os acontecimentos que procedem na nossa frente como uma miragem que tanto vislumbramos mas que não tocamos, olhar se torna a única fonte de verdades pessoais que nos afronta.

Pra frente é que se segue...
Gostamos de desviar olhares...imaginar, sonhar. Isso não fez mal a ninguém.
Essa inconstância de sentimentos que nos atropela, chegando a sufocar prováveis expectativas que criamos, nos mantém a deriva.
Talvez seja nesse limiar intolerável que conseguimos encontrar ou tentar achar uma resposta plausível para a chamada dúvida permanente.
"Onde está a nossa felicidade?"

Nos mantemos a salvo simplesmente seguindo um curso pré-estabelecido ou aquele em que outros julgam serem correto. Até que ponto conseguimos andar para frente sem tropeçarmos nas dúvidas?, eu honestamente não sei.
A grande problemática está em deixarmos para trás não somente dúvidas, mas certas certezas que guardamos no caminho e que mais para frente se tornam obstáculos intransponíveis.

Chegará a hora em que será necessário deixarmos de ser automáticos com as decisões. A vida pede isso, as cobranças acontecem mais cedo ou mais tarde. E se você não estiver preparado enfrentará não somente a cobrança pessoal, mas a imagem de ver todos a sua volta sendo na maioria das vezes, felizes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Por onde andamos?

Onde você esta hoje?

A razão que nos impulsiona, nos mobiliza, faz com que nos tornemos restritos; a própria dualidade que nos deixa questionar sobre o que é ser por completo humano.
Não é de hoje que nos culpamos sem termos uma base firme de propósitos (ilusórios ou não).

Precisamos observar melhor os exemplos de determinação, ou determinismo, compreenda como puder, para sabermos como e onde julgar nossas atitudes corretamente, se julgar for de verdade o que move a sua existência. Buscamos aprovação?, no mínimo uma resposta que nos satisfaça.


O que é hoje para algumas pessoas, certamente não cabe no espaço alheio.
Precisamos parar de argumentar e passar a existir com leveza em um paralelo menos existencial. A cabeça é um universo completamente ambíguo, de forma que existem inúmeras portas a serem abertas, desde que você se permita ser menos conclusivo.

Como posso dizer? um pouco menos pesado talvez seja o mínimo dentro deste máximo contexto que procuramos desvendar todos os dias. Precisamos observar as pessoas, entrar em seus cotidianos, tentar de verdade ajudar no que for possível, ser menos egoístas com nossas idéias antes que a vida se dispeça e você não consiga terminar o que começou lá atrás.

Às vezes sei que é preciso viver calado para assustar os fantasmas desses mundos que criamos;
Esquecer os papéis amarrotados, as paixões pré-fabricadas, os passados mal vividos o que
não frutificou;

Também sei que é preciso andar armado e assumir fantasias;Criar mundos pra vivermos...
Relembrar os poemas inspirados; os amores verdadeiros presentes certeiros, sementes, galhos e frutos.

Mas é preciso sempre caminhar - de frente e olhando para o alto, pois acredite: pesa menos saber que olhando para cima a vida nos ensina a seguir adiante...apesar de todas as circunstâncias a que somos expostos e obrigados a enfrentar em nome do chamado destino nos empurrarem para o chão.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O PREÇO


Que preço é esse que constantemente vinculamos a nossa vida como fonte exclusiva de prioridade?
Ele é alto demais e muitas vezes não podemos ou até mesmo suportamos pagar. Nossos pensamentos enganam a real vontade de tomar uma atitude que vale a pena, ou seja, somos burlados por nós mesmos.
Erroneo... ou pelo menos bem contraditório.

Procuramos respostas demais quando na verdade nos cabe apenas compreender que a vida é um sistema que gira e não pode parar. Se este é o preço, acredito que ainda vale a pena tentar.
A vida é um jogo irrestrito e infinito de possibilidades, e se estamos nela, temos a obrigação de tentar mudar a cor ou o sentido de certas atitudes que procedemos conosco e com outros que fazem parte dela, direta ou indiretamente.
Temos de nos responsabilizar pela direção que tomamos.

A capacidade humana em tornar tudo mais difícil é algo que me deixa perplexa e invariavelmente acabo percebendo que por mais comedida que possa parecer, a vida é de fato o presente mais caro que nos é cedido, estamos de passagem e devemos deixar um rastro positivo no final do saldo.

O preço certo?, não sei explicar, mas ainda penso que mesmo diante de tantas atitudes contrárias, somos feitos da mesma matéria: amor.
E enquanto durar minha passagem, estarei disposta a mudar as cores que tanto pintam ao meu redor.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O outro lado

Vivemos olhando demais para o mesmo lado.

Intenso período de ansiedade e desejos onde procuramos alternativas que nos façam ser melhor do que antes, menos agressivos conosco e com outros que de forma ímpar entram ou passam por nossas vidas.

Se as pessoas deixam um pouco de si, então por que será que queremos mais do que podemos desejar ou até mesmo carregar?, no mínimo deve ser porque apenas olhamos para o mesmo lado da moeda: o nosso.
Sim, somos egoístas demais para compreender que o outro lado possui as mesmas necessidades, dúvidas e questionamentos. Mas estar apto a doar tempo sem cobrar, vai além da paciência e do bem querer que nos propomos, mas não cumprimos.

É um exercício diário que devemos realizar, sem obrigações ou cobranças pessoais. Assim se começa uma nova frente de pensamentos sensatos. Estabelecer de verdade uma postura menos egoísta.

A insensatez é um princípio natural que carregamos.
Ainda estamos longe de conseguir melhorar nossa conduta e aprender a respeitar a individualidade. Mas admitir que precisamos de novos hábitos já é um passo e para tanto; mudar implica em compreender, aceitar e principalmente verbalizar com sentimento, o conteúdo passa a ser de fato e real um coadjuvante definitivo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sim, é isso aí

Somos curvados para a vida. Disabores, melancolia; lá sei eu.

De frente deixo um pedido: Sim, apenas e única verdade para as condutas irracionais que nos faz querer parar.
Universalmente: saudade não tem explicação.

Quem foi que disse que a saudade tem preço está enganado. Talvez seja uma expressão curta e insensata da vontade.
O que vale ressaltar é a sede que dá em gritar aos ventos, mas aí não seria saudade, insanidade ou desperdício da mente, seria fascínio.


Importando ou não, o correto é dizer que inerente a vontade que nos enquadra, somos irracionais em guardar e passar lembranças adiante. Talvez por isso nós sonhamos alto demais e esquecemos que ficar no chão estabiliza, concretiza.
Idealização deixa de ser uma simples caminhada, torna-se um rito de passagem.

É isso aí; posturas e medidas são contextos que dificilmente se equilibram na mesma balança, um tende a cair ou talvez seja leve demais para pesar em qualquer momento.
A maioria apenas joga o passado na direção para faze-lo tropeçar.

Mas por que afinal de contas insistimos tanto em recordar?

Eu não sei, talvez não responda por causa da dificuldade da pergunta e da imensidão da resposta.
Por que?, não é uma questão que se imponha. A teoria é o domínio dos que não reagem. Portanto, a razão pode ser, em parte, modificar, mesmo de maneira ínfima a consciência de nossa época, honrar o esplêndido fenômeno que é a saudade.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A Natureza de nós mesmos


Constantemente caímos na dúvida sobre o sentido de sermos superficiais
com a vida e com as pessoas que nos cercam.
Procuramos respostas de forma equivocada e acabamos invariavelmente voltados
para nós mesmos como a única fonte segura de seguir em frente. Desvalorizamos opiniões, desperdiçamos lágrimas, guardamos sorrisos, fechamos os braços para abraços e devaneios de felicidade.
Formas e contextos não se misturam, isso é fato.

Perdoamos de menos?, penso mesmo que sim.
Fechamos os olhos e adotamos posturas sem razão, quando na verdade se alinhar é o que nos faz movimentar toda essa vida que nos acolhe.

Existem aqueles que para encontrar razões ou respostas sobre si fogem ou até renascem através do próprio e insano silêncio.
Talvez um lugar seguro é o que as motivam.

Experimentar o sabor de ser apenas uma pessoa no meio de tantas outras vidas. Afinal: Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é.
Não existem garantias, viver é arriscar-se, desfrutar a ambiguidade.

Mesmo com todos as angústias e dúvidas sobre a convivência, ainda é crucial andarmos em paralelo e de vez em quando deixarmos as mãos se tocarem. Energia e conhecimento alheio fazem parte da estrutura humana, dividir e somar.
Pois acima de qualquer inclinação contrária, existe uma afirmação arrebatadoramente correta sobre isso: Na vida a felicidade só é completa se for compartilhada.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um pouco mais...


Sempre mais, é assim que é.
Nunca foi tão cheio viver esperando mais da vida e de nós mesmos. Talvez esse seja o suspiro final de um tempo que lutamos para resgatar, ou até mesmo, um devaneio sobre o que ainda temos pela frente.

As vezes mais rápido do que devia, outras nem percebemos o que está tão claro na nossa frente e que nos faz perguntar: O bom ainda é pouco?
Se uma imagem durasse para sempre, ela certamente não se transformaria em memória, muito menos em saudade; e sentir falta faz parte do crescimento humano, um processo que ainda relutamos em aceitar: aprender.


Talvez com uma pitada de perseverança e atitude, conseguiremos notar que nem sempre os fins justificam os meios, isso está sendo demasiadamente confundido com as posturas que observamos e fechamos os olhos por aí.
As pessoas retrucam demais as questões que foram feitas apenas para servirem de base, ou seja, formação estrutural e moral.

Quem foi que disse que temos que ter sempre mais para sermos completamente felizes?

Um pouco mais...assim os fins parecem se justificar.

O certo nisso tudo é que procuramos respostas demais, ou apenas o máximo suficiente?
As respostas surgem quando paramos de procura-las, desta forma, um pouco mais de tempo é o que estamos sempre procurando.

O tempo é muito lento para os que esperam

Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

William shakespeare


Assim, tão sutilmente verdadeiro, explicam os pensadores e seus devaneios coerentes sobre o tempo.

sábado, 24 de julho de 2010

O pecado mora ao lado...

Em tese:
Inveja
é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem.


A inveja é um padrão a parte, uma postura que pode ser colocada
e maximizada através do ódio e do desejo por algo ou alguém. Uma relação intensa e fulgaz e por tal é um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor.
Mas afinal o que passa a ser um sentimento ou apenas um estado de espírito?

Talvez todos os sentimentos confusos, submersos, uma mistura irracional de conduta, teorias caóticas, um fundamento sem a menor pretensão de dar certo.
Essa energia que muitas vezes é canalizada, libera um entusiasmo eufórico, mas intensamente lúdico e ilusório.
Viver fora da realidade ainda é um argumento para aqueles que não conseguem de fato ver e vibrar com a felicidade e conquista alheia. Ou como o provérbio já prediz: a pedra no sapato...

Partindo do princípio que somos todos iguais, eu ainda me pergunto qual a fuga em viver ou apenas estar presente na vida alheia. Curiosidade, ímpeto, estímulos...o que não faltam são razões e insensatez. A inveja é uma brecha da realidade, um exclusivo momento de imparcialidade própria.

É preciso que saibamos conduzir as situações. O contexto pode mudar, basta aplicarmos uma boa dose de bom senso em não espalhar aos quatro ventos o quanto a vida acontece.
É essa incapacidade de ser/estar só que nos permite abrir demais nossos sonhos, vontades e desejos, reservando um espaço não apenas para intromissões e apontamentos, mas para a rotina que muitas vezes procuramos e não sabemos como quebrar mais tarde.

Descrição ainda é um tiro certeiro aos intrusos que insistem em fazer parte da rotina.

Não se tratam apenas de dicas ou rituais, mas o quanto as pessoas se deixam interferir e influenciar por energias que de certa maneira, se transformam mais que ficando, se é que me entende.
Existem pessoas que dizem que a inveja mata, eu acredito que ela pode mesmo criar intensas e profundas rugas.
O que importa é estabelecer um limite, uma linha imaginária e transitória que faça com que a inveja não se torne um campo magnético. Jamais conseguiremos extirpa-la, mas com certeza seremos menos susceptíveis se ficarmos voltados para nossa própria vida.

Se o pecado mora ao lado, eu não o aponto, mas de uns tempos pra cá permaneço quieta e muito mais tranquila em constatar que a inveja pode mesmo fazer com que ser humano saia de seu estado de conforto e se inspire em tentar fazer da vida um pouco melhor.
Inveja branca?...pode-se mesmo dizer que sim.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eu idealizo, tu idealizas..e eles?


Eu me pergunto todos os dias: Idealizamos processos ou apenas sonhamos alto demais?

A idealização é a fase criativa, de geração de insights e é isso que realmente faz diferença na hora de criarmos e derrubarmos preconceitos.

E
para ser sincera, visualiar é a chave da questão em uma mente diversificada.
As vezes é por ser pesado, outras nem tanto, mas no final tudo flui com uma clareza imensa, basta uma dose de raciocínio e empenho.

Contextos e mais contextos insólitos é o que observo por aí, nada muito definitivo, um pouco vago permito-me expor.
Entre o caos e a esperança, boas idealizações permeiam o eco que produzimos dentro de nós , pois entre um silêncio e outro, gritos e gritos de insatisfação.

Quando o contexto é imprevisível e as informações, escassas, a tomada de decisão torna-se muito mais difícil. Neste ponto permito-me ser apenas parte do que todo um processo, deixando para os entusiatas e intimistas uma dose extra de otimismo.
Ao idealizarmos algo, colocamos foco em projetos e sonhos, este último completamante dependente da vontade e persistência - outra característica deste pensador.

E como reconhecemos um idealizador?
Ele irr
adia simpatia e compreensão ao mesmo tempo em que apóiam e auxiliam os outros. Tais características causam uma forte onda de harmonia que é capaz de modificar posturas e pensamentos contrários.
Motivacional, facilitador e empreendedor, afinal: 1 é pouco, dois é bom e 3..bem, 3 nunca é demais.

Precisamos compreender que acima de tudo um idealizador é um capacitador de idéias expontâneas e singulares e que por tal criar é um verbo direto do participativo.

Que maravilha se pudéssemos conduzir a vida sem pensarmos nas consequências de nossos atos expontâneos. Vivemos preocupados em nos nos atentar o tempo todo, afinal, o julgamento ainda é uma barreira intransponível e ferramenta aliada daqueles que se apegam e cercam suas vidas através de circunstâncias e não de motivos.

Continuemos a debater, o que importa é continuar pensando sempre.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Coincidência ou apenas verdade?

Morreremos sem saber o real sentido de nossa existência, isso é a única e soberana barreira onde nos prendemos todos os dias.
A mais pura e incrível descrição de uma estranha coincidência chamada curiosidade.

Uma vez pensei: Por que será que todas as pessoas de bom senso, pensam como nós?, talvez este fato seja apenas uma mera e positiva oportunidade de conhecimento.
O fundamental é não fecharmos nosso julgamento sobre as pessoas e suas verdades pessoais, questiona-las causará ainda mais dúvida e não responderá nem de longe a mesma pergunta: Existe ou não coincidência?

Não nos fechemos; devemos sim nos guiar por um caminho de alternativas. Nos submeter ao desconhecido ainda pode ser uma boa fonte de inspiração e novas frentes de pensamento.
E qual a verdade nisso tudo?, que a liberdade de pensamento e conduta começam quando aprendemos que elas não existem.

E por tal, ainda podemos dizer que as vezes não basta procurarmos razões.
A verdade é infinita e real.

Dizem que o ser humano é composto por 59% de água. Isso torna liquidas todas as suas pretensões ou líquida com elas?.
Ainda por cima ao nascer todo ser humano já traz dentro de si todas as características fundamentais para querer mandar em todo mundo e não admitir controvérsia.

É impressionante que, apesar de sua notória estupidez, sua absoluta incapacidade de reconhecer a realidade que o cerca e, sobretudo, a realidade de sua própria ineficácia para a sobrevivência,o homem continue a se achar o rei dos animais.
E todos sabem, que quando Deus criou o homem, todos os animais que estavam em sua volta só não caíram na risada por uma questão de respeito.

Então me responda:
O que é mais errado: Julgar uma pessoa pelo que ela não é, ou exatamente pelo que ela é?.

Está aí o espelho para os maiores questionamentos pessoais sobre o alheio que tanto ilude sobre saber para onde ir e como ir.

Verdades sobre a vida

segunda-feira, 28 de junho de 2010

CONDUTAS DE RISCO


" Todo o homem de ação é essencialmente animado e otimista porque quem não sente é feliz."
Fernando Pessoa

Quando olhamos para trás enxergamos alguns passos que certamente gostaríamos de não ter dado, olhares que não deveríamos ter disparado e muito menos atitudes que não serviram de exemplos ou suporte.
Nos cobramos, questionamos, visualizamos demais?, intensas e fulgases posturas.

Desde que o mundo é mundo o ser humano se questiona e esquece que para viver bem, bastam medidas e condutas simples.
A simplicidade deixou de ser palavra de ordem, passando a ocupar um lugar muito distante em nossa vida, conclusões que chegamos tardiamente quando percebemos a importância de saber aproveitar descobertas e reestabelecer sentimentos perdidos.

Nós nos perdemos no caminho, isso acontece, afinal: Evolução e transgressão caminham lado a lado, a mesma face da moeda.
Precisamos compreender que a insensatez é um estímulo que carregamos e o expomos de forma completamente equivocada, pois ser insensato não fundamenta que somos
incapázes ou até mesmo incrédulos e estúpidos, são apenas episódios que passamos e que é a mais pura e completa verdade que guardamos quando permitimos que nossa conduta passe a ser de risco total.

É preciso captarmos os sinais que a vida nos permeia e fazer valer a compreensão, sem temer tanto pela diferença das respostas que obtemos, afinal, o medo ainda é um bom aliado que permite lugar para a impetuosidade e composição de novas frentes de comportamento.
Somos demasiados quando queremos ser, então por que temos tanto receio diante de tudo?, será pelo fato de ainda ultrapassarmos os limites para deixar de lado o sentido único da vida que é a tal simplicidade de viver, ou por que ainda nos comportamos como a maioria?, creio mesmo que sim.

Mas esse mistério misturado ao incrédulo ainda me faz racionalizar que temos tempo para reavaliarmos as opções, afinal:
ser ainda implica em coexistir, logo não estamos tão longe de descobrir que escolher demais não leva a lugar algum.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

FECHANDO PORTAS


Penso em como podemos modificar certas atitudes, descobrir alternativas que possam nos condicionar a compreender formas e de alguma maneira nos tornar-mos menos complicados, ou até mesmo nos inclinar a redesenhar certos passos, parar de carregar tanto o peso de nossa consciência por não sermos flexíveis.

Mas é mesmo assim: nós acabamos sempre fechando portas.
O que nos faz acreditar que somos tão insuficientes e rasos?
Perguntar realmente nunca é demais, ela nos inclina pra frente.
Saber questionar sem ser vago é que é a diferença.

Essa incredulidade de aceitar que o ser humano, mesmo tendo o poder de escolha, pode passar a vida inteira em uma mesmice, um silêncio interno, me faz constatar que o vazio é de fato uma questão de escolha, sutíl e ilusória.

Exercitar o raciocínio ainda é o melhor caminho para o auto conhecimento?
Desprender-se é a atitude de desistir de algo, desligar-se, desapegar-se.
E, por mais paradoxal que possa parecer, esta é uma postura fundamental para alcançarmos algo que desejamos muito, ou seja, para que eu consiga realizar meus desejos devo
desprender-me deles, abandona-los e entregar-me ao desconhecido.

Entretanto, se conseguirmos realizar essa mudança, estaremos entrando no campo das infinitas possibilidades e, conseqüentemente, na esfera do espírito criativo universal.

Estímulo, um passo pequeno, mas completamente emergencial perante o caos que formatamos em nossa cabeça em troca de algo que nos propomos a conhecer e a submergir.

Do que e para que...e assim segue a mente de todos que querem mais de sí mesmos.
Não se trata dubiamente de doação e aspiração, mas de compreender que capacitação é um botão que você liga quando quer de fato começar a viver.
Doar-se requer tempo e desprendimento, uma cadeia cíclica de atributos que nos propomos a conhecer.
A vida não é apenas um tempo do qual apresentamos as armas e planejamos estratégias de guerrilha. Ela nos é dada de forma clara, limpa e ímpar. Formatar seu jogo é o que permeia quem somos e para que lado nos inclinamos - o bem ou o do mal.

Somos esse paralelo integral de pensamentos e críticas; por isso questionar o certo e o errado ainda nos faz equivalentes e ambivalentes no que diz respeito a acertarmos ou não nosso passo com as decisões que tomamos.
Fechar as portas só depende de você, mantenha aberta as portas de suas decisões, você poderá se surpreender com a quantidade de pessoas que se identificarão com esta simples atitude.

Faço parte do que existe.
Critico, coloco em dúvida,
faço perguntas importunas.
Abro os portais das possibilidades.

Minha filosofia incomoda
porque questiona o modo de ser das coisas.
As vivas e as inertes. E as que esperam.
Não há área onde minha curiosidade
não se meta, não indague.
Sou perigosa. Subversiva, até.
Pois viro a ordem estabelecida de cabeça para baixo.


E conceitos frágeis se esparramam
no meu piso frio de carrara e lucidez.
Idéias pré-eleitas não se sustentam .
São estruturas de areia que não resistem
às minhas marés pensantes.

Pode dizer que sou "desligada" do mundo.
Que seja exatamente essa a sua defesa
contra o perigo que represento.

No meu refletir sobre a realidade,
qualquer que seja ela,
re-descubro seus significados mais profundos.
E mais largos e constantes são os meus sorrisos.
Mais afiados meus olhos-punhais.

Não controlo o que estou fazendo.
Tenho ascendência animal.
- minha alma ainda uiva à visão da Lua-
Mas a razão é plácida e dominante. Não controlo isso.
Apenas respondo a uma exigência da própria natureza
humana e imersa do real evolutivo.
Vivo a necessidade de encontrar
uma razão de ser para o mundo ,
para os enigmas de minha existência.

Por isso balanço os cabelos. E deixo o vento
conduzir respostas . Polinizar outras mentes...
E quem sabe novas verdades produzirão
frutos suculentos e exatos.
Enquanto isso prossigo na jornada.

Busco meu arkhé, o princípio absoluto (primeiro e último)
O princípio substancial ,
o que se estabeleceu antes de tudo,
O fundamento, o fundo imutável e incorruptível
de todas as coisas,
que as faz surgir e as governa.
Mas não algo que ficou no passado,
e sim aquilo que dá origem a tudo.

Procuro a gênese , que se explica permanente.
E as revelo através da separação dos contrários.
Sigo dissecando a matéria -corpo da vida .
Resultante do movimento eterno...

Claudia Gadini
04.07.05

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Volto já

Descanso merecido...volto na semana com muito mais!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

BONS VENTOS

Que bons ventos o trazem?
Nas minutas da vida, algumas boas perguntas fazem a diferença na hora de
provocarmos decisões imediatas alheias.
Bons ventos representam passagens, segundos de tempestividade, condução de atividades e atitudes.

Certamente quando pensamos em escrever esperamos bons ventos de inpsiração, mas não é apenas por aí, não podemos esperar que algo nos chame a atenção, é preciso calcularmos e adentrarmos nos passos de uma boa pesquisa, fundamentar idéias com clareza, não divagar, focar!

Inúmeras vezes nos deparamos com situações que exigem mais do nosso intelecto.
E como sair desta situação?, você já parou para pensar quantas respostas infundadas e sem limite você já deu?

Bem, vamos lá.
Quando coloco o assunto a tona sobre bons ventos, quero que a partir de agora você comece a raciocinar, não mais pensar sobre criação como sendo um departamento a parte de sua vida, o qual você passa longe com medo de não saber como agir quando lhe perguntam ou pedem algo. Deixe a brisa da curiosidade pegar você.

O primeiro passo é você permear qual frente você quer se especializar e com isso iniciar sua busca cautelosa e contínua por dados que despertem primeiramente sua curiosidade, após concluída esta fase, você saberá qual caminho seguir em sua carreira publicitária, sem isso, estará dando tiro no escuro.

Ao contrário do que dizem é preciso criar uma rotina de trabalho, pois um redator não limita sua capacidade de contatos apenas dentro da agência, sua rotina inclui buscar novos parceiros, novas frentes de pesquisa e principalmente novos contatos que divulguem ainda mais o seu trabalho.
Neste caso a rotina entra como uma forte aliada, pois acredite: você terá hora para entrar no trabalho, mas esqueça horário de saída (sim, um redator praticamente fecha a agência) e com isso você acaba criando laços com todos os departamentos e deixando claro que sua presença não se limita a apenas um computador e vários cafés.

Tenha em mente que um dia nunca será igual ao outro, suas funções serão sempre distintas e apesar da rotina mencionada acima, sua vida será permeada de conhecimento, boas piadas e o melhor: reconhecimento.
Viver correndo atrás de notícias, boas idéias e incentivo sempre trazem boas recompensas, pense nisso como sendo um degrau diário que ao final levará ao topo da escada com uma janela aberta para o sucesso e com direito a bons blends de café.

Tudo tem um começo, acerte o seu passo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A face oculta do diálogo


Na teoria, o diálogo é uma conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas, como tal é a principal forma de criação. Tempo ainda é uma questão de prudência.


Uma das características do homem moderno que ganhou mais fôlego com a revolução tecnológica foi a preocupação com a economia do tempo e com isso, penso eu, nos fez perder importantes direcionamentos de convivência salutar: Escutar, compartilhar e pressentir; inconstantes e invariáveis revoluções que fatalmente passamos por cima a favor do tempo, precioso e tão somatizado.


Essa face oculta que tanto preservamos é a mesma que nos integra para confrontar idéias, pensamentos e fundamentar contextos pessoais.

Fazemos uso desta constante em função de obrigações que adquirimos e nos arrebatam neste cotidiano erroneamente acelerado.

Relutamos em permancer iqualitários quando na verdade estamos apenas somando com a teoria do caos diário: perdendo para ganhar.


Quando e onde é um fato, a grande chave é saber como; talvez por isso o número de pessoas em busca de equilíbrio venha aumentando com o passar dos anos. Todos querem melhorar, mas não sabem como começar.

Desligar é de fato o maior problema e a maior preocupação dos profissionais de diversas áreas.

Existe uma integração muito ampla com respeito a saúde mental, em contrapartida o medo de parar e colocar-se no forno, como a maioria bem sabe ainda é o maior ponto de discórdia nisso tudo.


Estamos percebendo que nosso sentido de tempo e espaço é completamente restrito e essa desarmonia que faz com que nosso intelecto passe por mudanças significativas e quantitativas no que diz respeito a transgredir sem colocar o profissionalismo a prova.


O diálogo se atém a um princípio básico: qualidade; ela é o resultado latente do pensamento.

Existe aí um desperdício muito grande de energia e pouca sinergia para captarmos novas mudanças.

Falamos demais sem ao menos pensar e isso gera uma insatisfação que somada ao cansaço, cai no esquecimento por não ter o básico: fundamento.

É emergencial gerenciarmos crises, pois nem sempre conseguiremos expor com clareza e razão o bem mais precioso que colocamos de lado em prol de questões e razões públicas.


Para isso nada melhor que uma boa e remediada dose de auto-crítica, ela é a base que mantém nosso eixo estável, mas que de vez em quando tende a cair para outro lado: o da consciência.

domingo, 23 de maio de 2010

Entre o fél e o mel



Em meio a um sabor que fica parado na minha garganta, um limear entre o fél e o mel.
É este fél que alimenta incerterzas e me mantém em alerta constante, não permite descaso e muito menos uma pausa para tentar compreender onde permeia a dúvida e a insegurança que tanto preso em vivenciar. Tudo isso e nada mais!
Dúvida: verbo que doi.

Mas o sabor do pensamento traz doces recompensas.
Vivemos entre a liberdade e a incapacidade de racionalizar, em meio a certos tipos de conduta: o amargor constante, ou impropriamente destacando: exclusiva contramão?
Entre todos os tipos de sabores e desabores que alimentamos durante todo nosso tempo, alguns destacam nossa total imparcialidade em seguir em frente: bifurcação ou como ressalvo: Os fins justificam os meios?

(Machiavel: se o objetivo a ser alcançado fosse de suma importância, qualquer meio para alcançá-lo seria aceitável.)Justificar: verbo direto ou imperfeito?, quanta analogia, me perdoe.
É por isso que viémos e é para isso que permaneceremos: buscar alterativas para aliviar nossas ações, ou como sempre digo: um peso e duas medidas.

O sabor da vida...independente do que queiramos fazer, seremos sempre o doce e o amargo, uma inconstância que não se mistura.
É por isso que estamos sempre em busca do equilíbrio, ou na maioria das vezes de um doce que nos cale e mantenha nosso nível de serotonina alto.

O mel é a nossa vivacidade, a que transgride e se permite.
O fél é aquele botão que apertamos de vez em quando, em situações onde o pensar e o equilibrar não ficam presentes ao mesmo tempo;afinal: "dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço", pura física?, quem sabe; aos que não acreditam que nós somos muito mais que matéria, que pensem assim para aliviar suas tensões emocionais.