segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A razão e sensibilidade de todos nós



Hoje sei o quanto as palavras são importantes, o quanto devemos prestar atenção aos pequenos sinais que sem querer recebemos, e que muitas vezes, não sabemos por onde ou como administrar.
Existem sentimentos que chegam arrebatando sentidos, despertando sensações de raciocínio incompatíveis com a razão.

A sensibilidade é pura e única na vida de todos nós.
A razão é um estado permanente de atenção.

Sejam quais forem sua razões, suas escolhas, pelo menos uma vez você já se sentiu fora do ar, momento este que fica guardado para sempre. Uma espécie de memória pessoal da qual você não quer se livrar, ela simplesmente fica e marca sua vida.
Tente se lembrar de boas recordações, aquelas que fazem seus olhos se encherem de lágrimas, refletindo um suspiro profundo e sem querer acaba por soltar aquele sorriso discreto no canto da boca.
Então lá está...sua recordação, seu pequeno e significativo segundo pessoal.

Ontem tive meu segundo, incrivelmente assistindo a um filme sobre uma família e seu cachorro. Muitas vezes aprendemos lições onde menos esperamos, visualizamos exemplos, nos arrebatamos com lágrimas, ou como meu pai dizia: lágrimas perenes.
Quem não se recorda de uma infância feliz, repleta de risadas?
Este talvez tenha sido meu maior momento melancólico.
Que saudades dos tempos em que a preocupação era apenas por uma viagem com amigos, um abraço em meu cachorro e um simples almoço em família.

Mas sem dúvida concordo quando dizem que o importante na vida são os momentos que idealizamos e os caminhos que optamos em percorrer. Eis aqui a verdadeira lição:

Não percamos tempo apenas tentando buscar uma resposta para a razão que muitas vezes toma conta de nossas ações, somos seres humanos, somos na maioria das vezes apenas o que as pessoas querem que sejamos, programados.
Não deixe que a vida passe sem ao menos ter seu momento de sensibilidade, hora com boas conversas entre amigos, hora apenas desfrutando sua melancolia, recorde-se de velhas lembranças, aquelas que o fizeram ser este ser único e inconfundível.
Ria e chore quantas vezes sentir vontade, coloque para fora motivos, razões e circunstâncias.

Todos nós temos algumas parcelas na vida de outros, mas quais são suas reais participações?
Quantos sorrisos e lágrimas você desperta?
O sentimento é, por sua vez, o mais íntimo de cada um, algo que não se pode comunicar de forma que o esforço de compreensão destes é sempre poético e intuitivo.
É a capacidade de darmos atenção, o modo como dispomos ao que não somos e não conhecemos.

O que importa é a parcela significativa que você paga por ser você mesmo.
Sempre.

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