terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um bom ano


Mês conturbado, mas estou aqui para me despedir em grande estilo.

Hoje é um dia como todos os outros, não fosse a idéia de saber como anda seu espírito de gentilezas.
Estamos chegando ao final de mais um ano, para alguns o melhor, para outros nem tanto assim.
O importante é saber onde você se empenhou e quais serão os frutos de sua dedicação atual.
Existe um período do ano em que colocamos na balança nossas atitudes, e claro, nos desperta esse sentimento de acolhimento pessoal e de pensamentos bucólicos e até mesmo incertos sobre o que nos espera.

Mais do que uma expectativa, estamos todos empenhados por fazer do mundo um lugar melhor e com uma dose maior e melhor de inteligência.
Despertar a curiosidade e incentivar a cultura literária, talvez adormecida no meio de tantos assuntos políticos e afins que tanto buscamos mudar, mas que erroneamente não conseguimos.
Peçamos talvez uma chance de iniciar uma jornada com melhores imagens, melhores demonstrações de humanidade e uma certa compreensão aplicada na educação de cada ser humano que nos rodeia e por todos que iremos conhecer.

Para mim o ano termina com inúmeras descobertas pessoais, relevantes gritos de criatividade e intensos momentos de pensamentos profundos.
Incontáveis minutos de paciência misturados a frustrações repentinas, mas essa é a grande chave da questão, ter a disciplina para virar o jogo.
Uma dose extra de contemplação ao ver meus textos lidos e apreciados por pessoas que nem sequer conheço pessoalmente, mas que já fazem parte do meu dia-dia, me impulsionando a colocar em prática toda essa carga positiva de crescimento pessoal.

O ano pessoal é o que você faz, aquele que você, incansavelmente, coloca empenho, otimismo e o torna singular entre tantos que já passou e sabiamente deixou para trás como parte de sua história.
Para o próximo ano desejo que você queira muito mais, desperte muito mais sentimentos intensos nas pessoas e que acima de tudo continue apostando e acreditando em suas escolhas.
Assim mais um ano se vai e proponho que façamos um balanço do que aprendemos, acreditamos e supomos mais que realizamos.
Desejo que você continue aqui, fazendo parte da minha história e que juntos possamos adquirir mais e melhores experiências significativas.

Não esqueça, para o próximo ano, siga três simples passos:
NO FEAR
NO LIMITS
NO STRESS

Até o próximo ano.

Em especial, dedico ao meu marido, a quem hoje é meu maior e mais fiel companheiro e sem ele nada disso seria possível.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A razão e sensibilidade de todos nós



Hoje sei o quanto as palavras são importantes, o quanto devemos prestar atenção aos pequenos sinais que sem querer recebemos, e que muitas vezes, não sabemos por onde ou como administrar.
Existem sentimentos que chegam arrebatando sentidos, despertando sensações de raciocínio incompatíveis com a razão.

A sensibilidade é pura e única na vida de todos nós.
A razão é um estado permanente de atenção.

Sejam quais forem sua razões, suas escolhas, pelo menos uma vez você já se sentiu fora do ar, momento este que fica guardado para sempre. Uma espécie de memória pessoal da qual você não quer se livrar, ela simplesmente fica e marca sua vida.
Tente se lembrar de boas recordações, aquelas que fazem seus olhos se encherem de lágrimas, refletindo um suspiro profundo e sem querer acaba por soltar aquele sorriso discreto no canto da boca.
Então lá está...sua recordação, seu pequeno e significativo segundo pessoal.

Ontem tive meu segundo, incrivelmente assistindo a um filme sobre uma família e seu cachorro. Muitas vezes aprendemos lições onde menos esperamos, visualizamos exemplos, nos arrebatamos com lágrimas, ou como meu pai dizia: lágrimas perenes.
Quem não se recorda de uma infância feliz, repleta de risadas?
Este talvez tenha sido meu maior momento melancólico.
Que saudades dos tempos em que a preocupação era apenas por uma viagem com amigos, um abraço em meu cachorro e um simples almoço em família.

Mas sem dúvida concordo quando dizem que o importante na vida são os momentos que idealizamos e os caminhos que optamos em percorrer. Eis aqui a verdadeira lição:

Não percamos tempo apenas tentando buscar uma resposta para a razão que muitas vezes toma conta de nossas ações, somos seres humanos, somos na maioria das vezes apenas o que as pessoas querem que sejamos, programados.
Não deixe que a vida passe sem ao menos ter seu momento de sensibilidade, hora com boas conversas entre amigos, hora apenas desfrutando sua melancolia, recorde-se de velhas lembranças, aquelas que o fizeram ser este ser único e inconfundível.
Ria e chore quantas vezes sentir vontade, coloque para fora motivos, razões e circunstâncias.

Todos nós temos algumas parcelas na vida de outros, mas quais são suas reais participações?
Quantos sorrisos e lágrimas você desperta?
O sentimento é, por sua vez, o mais íntimo de cada um, algo que não se pode comunicar de forma que o esforço de compreensão destes é sempre poético e intuitivo.
É a capacidade de darmos atenção, o modo como dispomos ao que não somos e não conhecemos.

O que importa é a parcela significativa que você paga por ser você mesmo.
Sempre.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

E você com isso?

Onde vamos parar?
Devemos mesmo começar a contabilizar nossas palavras no mundo?

Diariamente constatamos que as palavras estão presentes em todas as partes de nosso cotidiano, de um jeito significativamente extenso.
Somos invadidos com spans, anúncios a mil, implicações da modernidade digital, uma invasão de espaço e tempo.
Até onde podemos de fato tirar proveito desta comunicação que chegou mesmo para ficar?