segunda-feira, 23 de março de 2009

O discurso

Por hora você só precisa ler algumas palavras.
Certas palavras que de vez em quando se fazem necessárias.
hoje ao abrir a página de notícias, fui tomada pela coluna do Zé Simão.
Existe mesmo um mundo paralelo na comunicação.

Sempre com discursos abertos, os profissionais do jornalismo vivem cada dia uma rotina diferente. Eles vivem para o alheio, para o que os arrebata.

" Palavras sempre direcionadas e premiadas de Ruy Mesquita, João Monteiro e Paulo Frias de oliveira, profissionais sérios que construíram uma trajetória de sucesso pautadas pela ética e a responsabilidade e fizeram da profissão uma ferramenta de propagação cultural.
(Crédito: ABI)" 

Meu caro, hoje a vida não é mesmo como era antigamente.
Nada se compara com aquela euforia exacerbada que vivenciávamos no jornalismo escrito, falado e televisionado.
Moderação, realmente não era a palavra de ordem, tão pouco diagramação oral.
Enfim, falemos do que interessa, para quem possa, quando e onde.
Quando pensamos nas notícias que nos são transmitidas, pequenos são aqueles que não visualizam onde estão os ideais que os profissionais nos querem transmitir. Não há banalização, há apenas o bom e velho discurso.
Discursos onde possamos entrar em cena e ver que a notícia pode ser passada de maneira real, concreta e de certa forma, única, contínua.

A beleza de uma boa leitura estão nos pequenos detalhes que conseguimos identificar, nos identificar. Nada de acaso, pura e simplesmente o discurso certo quando precisamos nos encontrar. Pode ser de vez em quando, mas precisa ser imediato.
Muitas vezes as palavras podem surpreender, pela simples maneira como são verdadeiros os sentidos expressos. Você pode carregar isso sempre, onde quer que vá, basta para isso levar consigo um pequeno exemplo de mundo paralelo.

Quando procuro palavras para fazer um bom discurso não procuro apenas letras, penso em quem estará ouvindo ou mesmo lendo do outro lado, é bom nos colocarmos no lugar do outro de vez em quando...é bom fazer outra pessoa parar de respirar por alguns instantes.
Reflexão, palavra de ordem.

Quem não idealiza?
Quem não procura um momento de concordâncias?

Talvez para isso você não pare nunca. As pessoas não querem se ver descritas em palavras alheias, isso muitas vezes provoca um sentimento de catarse.
Segundo Aristóteles, quem não vive sua própria tragédia grega?
Se você não compreendeu o que disse acima, basta prestar atenção o que o desperta quando lê algo e que faz você perder seus sentidos ou aguça-los a cada parágrafo.

Parar e respirar, assim você chega a uma conclusão ideal.
O que é ideal para você?
Quais são as palavras que descrevem sua realidade paralela?, afinal todos temos os nossos momentos froidianos quando bem entendemos.
São estes, que fazem sua vida ser especial, saber encontrar seu próprio discurso.
Onde é o que o difere. 
Típicas situações...

As vezes você só precisa ler algo que o estimule, que o faça cair no mundo e tentar de uma vez por todas colocar para fora toda essa força exuberante. Como diz minha irmã Laura: reflexos e impressões. Ative sua realidade interna.
Não colecione suas frases, passe-as adiante. Não as guarde ou as coloque em um diário, pois o que fica é a emoção quando as transmitimos para alguém. E esse alguém passar para alguém, assim segue. Um processo ou dois, basta começar. Parta de um princípio, inicie seu discurso com um simples e oratório bom dia.

Você é quem determina, quem decide. Nada o impede, suas palavras serão seus condutores, suas medidas, sua exclusiva metamorfose.
Se você precisa de um empurrão, aqui vai o meu:
Comece já. Sua história contém capítulos sem exemplo, não prive-se, não se cale diante de uma boa risada. Rir de si mesmo prova sua total capacidade analítica. Você pode ser muito mais do que está acostumado, muito mais do que os outros pensam quando estão ao seu lado sendo seres humanos.
Se sua saída for apenas compreender o que estou falando agora, novamente digo: Não se prive de dar uma boa gargalhada, pois se isso o faz crer que existe mesmo um mundo paralelo para quem escreve, não exite em duvidar.
A vida é muito mais que isso, sempre. A arte de viver, como a arte de discursar, apóia-se na fatalidade do que já existe.

Seja você, sejam os outros. Aprenda onde e faça acontecer.
Seja seu discurso diário, seu hábito corriqueiro.
Saia e olhe em volta, o que você vê?

Um comentário:

  1. estou escrevendo mais e sempre, no seu blog, na sua página! :)

    ResponderExcluir

Deixe seu registro...