terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O substituto

Na verdade, O Brasil, o que será?
Brasil é o homem que tem sede ou o que vive na seca do sertão?
Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo que vai, é o que vem na contra-mão?
Brasil é o que tem talher de prata ou aquele que só come com a mão?
Ou será que o Brasil é o que não come, Brasil gordo na contradição?
Brasil que bate tambor de lata ou o que bate carteira na estação?
Brasil é o lixo que consome ou tem nele a mana da criação?
Brasil é a foto do Betinho ou um vídeo da favela naval?
São os trens da alegria de Brasília ou os trens do subúrbio da central?
Qual a cara da nossa nação?
(Créito: A cara do Brasil - Celso Viáfora)

Para que possamos discutir sobre justiça, temos a obrigação de compreender o assunto.
Qual o real motivo de uma eleição?
Onde mora nossa cidadania?
Até que ponto somos realmente fiéis com nossos propósitos eleitorais?
Existe uma canção que diz:
" Brasil, mostra sua cara...quero ver quem paga para a gente viver assim.
Brasil, faz um bom negócio, o número do seu sócio confie em mim.
Grande pátria desimportante, em nenhum instante eu vou te trair".

O Brasil tem a cara de seu povo, seus costumes enrraizados e suas manias históricas pregadas na pele.
O brasileiro descreve seu país nas mais variadas maneiras, sua "terra firme, livre", é a sua "mãe gentil" e a " Terra do nosso senhor". Apresentam o Brasil com as características que são reconhecidas no mundo inteiro como cartas de apresentação.
Por exemplo, através do futebol, carnaval, música e mulheres.
Se existem duas metades em um mesmo país, por que só os fracos sobrevivem?
Não se esqueça, os fortes são sempre a minoria.

O poder da escolha, o julgamento.
Afinal, em um país onde o presidente é visto como o tolo dos fracos, suas pérolas frases são reconhecidas como uma tela mal pintada ou então uma indigesta refeição.
Para citar as inúmeras besteiras cometidas por nosso excelentíssimo representante popular,
descrevo abaixo as incontáveis discrepâncias encontradas no blog do Cleverton - http://clevertongomes.blogspot.com/2006/08/frases-do-lula.html

Lula Cultural:
" Não é mérito, mas pela primeira vez na história da república, a república tem um presidente e um vice-presidente que não tem diploma universitário. Possivelmente, se nós tivéssemos, poderíamos fazer muito mais".

Lula Diplomático:
" Cheguei a presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer" .Conheço o Panamá só de dormir. Até recentemente sempre que eu ía a Cuba, tinha que dormir uma noite lá. Dirigindo-se ao embaixador do Pánamá..."Estou surpreso por quer esta cidade é tão bonita, quem chega a Windhoek, não parece que esta num país africano". Em Winkhoek capital da Namíbia, em discurso ao lado do presidente Sam Nujoma, que durante a fala, puxou o brasileiro pelo braço.

Enfim, inúmeros vergonhosos e tristes momentos.
Mas retomando o assunto sobre justiça, voto e discrepâncias.
Acredito sim que o Brasil possua inúmeras faces, mas ultimamente não creio no poder das pessoas que poderiam mesmo fazer algo, elas estão escondidas dentro de um contexto irônico, dentro de um movimento separatista falso, pobres de espírito.
Durante 4 anos, fui obrigada a atuar diretamente nas eleições de São Paulo..minha civilidade não vai além de uma bandeira que posso avistar do outro lado da rua.
Presenciei os mais estupefatos momentos de gloria ao Deus, como assim?, ok, aí vão os momentos:
- " Viva Senhor,ele ganhou por nós", " Deus abençoou os pobres, dando a eles o filho legítimo".
E por ai segue, ainda não são 9:00 horas da manhã, não me permito.
Entra aqui a discussão:
Você é a favor do que?, de quem? e por que?
A civilidade não julga momentos, mas questiona obrigações.Você tem sim a obrigação de perguntar.
Perguntar a sí mesmo se está agindo certo em prol de todos, afinal, você escolhe um presidente para uma nação e não apenas para usufruto.
Hoje não creio em mudanças, vejo possibilidades.
Mas para que estas possibilidades se tornem fatos, precisamos mudar nossos hábitos e aprender a ler um país entre suas linhas, não mais olhar para o próprio umbigo, certo Sr. Presidente?
P.S 2010 - Ano de eleição, não se esqueça.

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