quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Limite


Trabalho, tempo, prazos...jornada quase cumprida.
Hoje estabeleço alguns limites para minha vida. Limites dos quais me permití parar e refletir sobre tudo.
Tudo o que preciso e almejo daqui por diante.
Nesta fase em que me encontro, compreendi que limites vão além do que queremos, mas do que precisamos para nos tornarmos mais úteis, crédulos e acima de tudo fiéis aos próprios anceios.

Permitam-me colocar abaixo um texto genial sobre limite:

" Tudo que é "perfeito" tem limites impostos pelo seu próprio ser ou estado de "perfeição": um ser que manifeste as suas qualidades não o pode fazer sempre em todos os aspectos.
O imperfeito, além de não manifestar sua potencialidade, quando o faz, pode fazê-lo de modo a não preencher as características do seu ser.
O homem é um ser social e possui uma individualidade. Não é perfeito e portanto, sob diversos aspectos, limitado. Precisa viver consigo mesmo e com os outros, porém, as leis pessoais não são as mesmas que as sociais. Pelo valor que é a individualidade, alguns homens são melhores em certos aspectos; outros, em outros, e assim a sociedade se completa e a vida social é possível.

Mas a moeda tem outra face e o fato das pessoas diferirem em tantos aspectos pode gerar atritos de valores. Os limites das pessoas também são diferentes. Neste ponto começa o limite entre o pessoal e o social. Existem situações que podem ser ignoradas, passíveis de serem aceitas, em prol da sociedade, do bem comum. Mas o limite não é fixo, pode variar muito: toleramos algo numa manhã, mas se o mesmo assunto for apresentado à noite..., passa dos limites.
Quereríamos que este limite fosse mais elástico, e de certo modo o é. O limite da tolerância tem por um lado a manutenção da individualidade e por outro a inclusão do individual no social. Se isto não ocorrer, alguns perdem sua individualidade e outros são excluídos e preferem se isolar do convívio social.
Nossa liberdade é o preço da nossa existência.

Existimos como seres humanos livres. Se não tivéssemos liberdade, nossa existência com certeza não seria da mesma forma. Seríamos outros seres, incapazes de optar, pois nosso protocolo seria rígido.
E no processo de mudança se percebe, por um lado, um limite pessoal; por outro, uma tolerância social. No final de cada interrelação, ambas as partes são capazes de exibir um estado superior ao anterior. É sobre estes pontos que iremos tecer algumas considerações.
Nossas limitações são patentes. Não somos o que queremos, não fazemos tudo que sonhamos, não temos o dom de estar onde desejamos. Dentro destes limites é que nos movemos. Conhecer os limites pessoais e os dos outros - pois somos seres que não se repetem - é uma tarefa que dura toda a vida."

Se você concorda integral ou parcialmente tanto quanto eu sobre o que leu acima, então, estamos no mesmo barco e temos os mesmos questionamentos sobre o real sentido do que queremos e devemos fazer.
Para que, por que e para quem?
Talvez esse seja o maior questionamento sobre carreira e vida e um dos principais motivos de hoje eu estar aqui...mudando, ou melhor, direcionando meu foco.
Pois descobri que o limite jaz próximo a razão e infinitamente longe do bolso..se é que compreendem onde quero chegar.Afinal,não é fácil fazer o que se gosta e ainda ganhar dinheiro com isso, mas acreditem quando digo, que é inigualável a sensação de estar no lugar certo fazendo a coisa certa...mesmo sem ganhar nenhum tostão com isso.
Talvez entre aí a razão e o limite que quero expor neste artigo.
Todo mundo diz o que devemos fazer,a toda hora, em todos os lugares, mas existe um limite sobre o que devemos ou não escutar e até onde precisamos dizer isso a todos sem causar algum estrago. Infelizmente não podemos agradar gregos e troianos, mas temos sim a obrigação moral de ser honetos e dizer onde mora o nosso limte. Afinal: Deus nos deu a vida...para um cuidar da sua, não é?
Bem, em parte eu concordo, porém preciso dizer que muitas vezes me pegava questionando mais aos outros do que propriamente me escutando, o que hoje não ocorre mais.
Escutar sim, mas a decisão cabe a mim.

Para tanto, estou em um momento não so de cultivar (thanks Mauro), mas de criar laços próprios com meu limite pessoal.
Eu sei onde quero ir,como ir.Talvez para isso precise de melhores diretrizes, mas saber é um ótimo indício de que não estou perdida e estar aqui hoje expondo na prática, ok...estou na direção correta.

Afinal: O céu é o limite?

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