sábado, 3 de janeiro de 2009

Sem vergonha de ser feliz

2008, ano de promessas descumpridas e risadas soltas ao vento.
Marcado como um ano de reeleições e eleições daqueles que nunca dizem adeus.
Em um ano onde inúmeros brasileiros prosperaram, fica o índice inacabado daqueles que continuam sem saber qual caminho percorrer ou onde se esconder através de seus sonhos incompletos.


O planalto fecha suas portas altas e imponentes para receber a chegada do ano e com isso os políticos que lá presidem, renovam suas tão felizes férias.
Jaz a doce lembrança de um tempo onde o sonho de Oscar Niemeyer e seus lindos traços grossos riscados em um papel dariam origem a uma semente de real esperança nos corações de todos desta nação.
2009 surge como uma nova promessa de renovarmos nossa esperança e permanecermos no aguardo.
Ironicamente me recordo de um bom livro em que estou lendo no momento em que a autora relata suas experiências, “Surjo por através um caminho insolúvel de problemas, onde se quer me recordo qual caminho pretendia seguir através de devaneios mentais daqueles que se propagam a toda hora na minha frente e se quer me deixam respirar”.
A economia acontece, o Brasil respira dentro deste turbilhão que se transformou o mundo diante da “crise”,palavra esta que virou sinônimo de sinal vermelho para tudo dentro de um país ávido por respostas.
E ainda sim continuamos a escutar as risadas daqueles que retornam de suas férias prontos para iniciar um ano com discursos renovados, falas incompletas, humor livre afinal.

Erroneamente e ironicamente a economia permanece otimista. Empregos sendo relatados em uma emissora ávida por saldar suas eternas dívidas, palavras ao vento como sempre digo.
Pois em um país onde a novela da vida acontece diariamente como um novo capítulo a escrever, precisamos ser donos de nossa própria ignorância, assim já dizia Drumonnd.
A esperança não esta em um governo, e sim, em um povo que precisa começar a caminhar pelos próprios pés e a crer que a força surge em paralelo à vontade de querer mudar.

O que eu espero para 2009?
Lógico que pensei na tradicional musiqueta: “Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender”.
Porém pela primeira vez em tempos, não pensei em mim naquele momento, apenas agradeci e pensei em todos que amo, pedindo apenas por eles e para eles.
Talvez não tenha pedido nada, por justamente, acreditar em tudo que disse acima.
A vergonha de ser feliz em um país onde as oportunidades se esvaem.
170 milhões de habitantes é muita gente. Pedir para quem, Deus?
Penso naqueles que realmente precisam dele, os que irão nascer.
Pois a nós cabe o livre arbítrio e a eles receberem um mundo cheio de gente.

Acredito na oportunidade que o destino guardou. Palavras, palavras, palavras.
Enquanto eu tiver conhecimento, vontade e educação estarei por aqui.
Feliz ano novo.

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