sábado, 10 de janeiro de 2009

É Preciso dar as mãos

São Paulo é uma gigantesca metrópole que não dorme nunca, atropelada por sua própia economia galopante e instável aos olhos daqueles que vivem em mercados turbulentos.
Essa semana a história da propaganda teve seu capítulo a parte. Em email recebido, Geraldo Debrito da De Brito Propaganda, informou-nos colegas, uma triste noticia, o fechamento da Colucci Propaganda.

São Paulo, 08.01.2009
"O capital de risco no Brasil é muito mais arriscado do que em qualquer outro lugar. Aqui, a infelicidade nos negócios antes de receber o juízo técnico ganha logo as versões da emoção. É o que está acontecendo com o Oscar Colucci que durante 52 anos (35 com a agência) engrandeceu a propaganda brasileira com trabalho sério, relacionamento honesto com os clientes, trato transparente com os funcionários, lealdade com os veículos e fornecedores.
Hoje, um jornal sindical anuncia um triste episódio –
o fechamento da Colucci Propaganda – e interpreta o infortúnio como se fosse golpe.Há 35 anos que o mercado publicitário conhece o Oscar e sabe que se hoje não paga alguns colaboradores é simplesmente porque não pode; e se as coisas chegaram onde chegaram certamente não tiveram a companhia da má fé.
Ao Oscar, nosso desejo sincero de que reencontre rapidamente o caminho do sucesso apoiado na sua enorme capacidade de se reinventar, pelos amigos e até pelos concorrentes. Por que não? É assim que agem os mercados maduros.Aos funcionários credores, todo o nosso respeito e reconhecimento. Não deixem de olhar no fundo dos olhos do Oscar. Eles dizem a verdade e buscam a solução."


Como publicitária, recebo esta notícia com um certo pesar e descrença na formalidade das palavras e nas ações desmedidas do governo em não poupar os crédulos pela veracidade das notícias e nas fantasias de suas tão criativas imagens.
A propaganda no Brasil é tida como uma das mais brilhantes do mundo. Criatividade engajada, ações surpreendentes, humor liberal, mas acima de tudo, profissionais focados e éticos.
Há décadas onde a televisão, mídias impressas e estações de rádio sequer possuíam um ritmo acelerado entre seus programas e noticiários, a vida era sequer vista, apenas locutada.Não foco apenas em palavras, mas em imagens.

Hoje ao que se percebe, tudo esta literalmente jogado aos ventos...palavras perdidas, imagens distorcidas. Onde estarão os desbravadores corajosos?
Imaginando todo este sábio contexto, a Colucci e seu eterno criador cujo o tempo “não” passa, fica a idéia crédula do retorno do sábio.
É preciso dar as mãos e fortalecer a corrente da sabedoria,esta,que acreditamos estar dentro de cada profissional pensante.

Jaz Aristóteles que dizia " A razão é a racionalidade do ser".

Crédito: De Brito Propaganda / www.debrito.com.br

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