segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A Impossibilidade do ser

Seres racionais, seres pensantes.
Até onde vai a incapacidade de ser possível?
Nós nascemos e crescemos com alguns propósitos firmados, entre eles, ser sempre capaz.
Lemos inúmeros livros que nos dizem qual melhor caminho traçar, assistimos a palestras, ouvimos frases motivacionais, ditos populares, escutamos mentores.
A impossibilidade é um muro que levantamos através de nossa própria incapacidade como ser humano.

Neste contexto, abro a matéria falando de um mal que não só se faz presente no Brasil, mas também no mundo todo, o desemprego.
No Brasil, é grande a preocupação dos trabalhadores, dos sindicatos, das autoridades e dos estudiosos de problemas sociais, a despeito de não possuirmos dados precisos sobre o desemprego, isto porque, enquanto o IBGE fala em taxa de 12%, a Fundação Seade/Dieese fala em 18% na região metropolitana da Grande São Paulo.
A verdade é que temos, hoje, em qualquer família alguém desempregado. Essa é uma realidade que está muito próxima de cada um de nós.
O governo, através dos Fundos de Amparo ao Trabalhador, tem oferecido recursos para treinamentos e reciclagens aos desempregados.
Essa iniciativa ajuda, pois o trabalhador, sem essa reciclagem não vai conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, mas não resolve o problema.


A impossibilidade da mudança caminha junto com a falta de incentivos governamentais anteriores e permanece até hoje como uma barreira social e econômica.
O profissional está enxergando a mutação como uma obrigatoriedade em sua carreira, ou seja, tornar-se possível através de sua capacidade intelectual.
O que quero dizer?
Hoje um publicitário, vê-se na obrigação de realizar outros cursos fora de sua área, um engenheiro realiza trabalhos de consultoria, e assim por diante. A carreira se transformou em um diploma emoldurado na parede de casa e as universidades não param de admitir e formar inaptos para o mercado brasileiro.


Com tudo isso, a necessidade se tornou imediata em diversas áreas, tornando o ser humano, ou profissional, exigente com sua própria visão de carreira.
Não existe um coeficiente respeitável ou uma capacitação para o mercado atual, o mercado dos desempregados.


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