terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O contato



Não espere o ultimo momento para abraçar aquilo que realmente importa.

Foi Chaplin quem disse: As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se pode ver nem tocar, elas devem ser sentidas com o coração.
Quanto disso podemos absorver?
Quanto disso é verdadeiramente possível?

O ser humano é carente por contato, ver, pegar, sentir. 

Sabemos que o amor e a contato real não abraçam o que é belo, mas o que justamente com esse abraço se torna belo - ser supostamente verdadeiro.
Compreendemos então que tudo que você pensa e sofre automaticamente se dissolve dentro do contato .
Sorrir não mata, viver não dói, abraçar não arde, beijar não fere, rir não machuca.

Sou do abraço fácil e apertado, do riso frouxo, do beijo demorado, dos olhares abertos. Onde afinal é o melhor lugar do mundo? 
Meu palpite: dentro de um abraço.

Existe algo em um simples abraço que sempre aquece o coração e dá-nos boas vindas ao voltarmos para casa e torna mais fácil a partida.
Um abraço é uma forma de dividir as alegrias e tristezas que passamos, ou só uma forma para amigos dizerem que se gostam porque simplesmente, você é você.

Abraços significam amor para alguém com quem realmente nos importamos ou passamos a conhecer melhor.
Um abraço é algo espantoso, é a forma perfeita de mostrar o que sentimos, mas que palavras não podem dizer.
É engraçado como um simples abraço faz-nos sentir bem...em qualquer lugar ou língua...
É sempre compreendido; e abraços não precisam de grandes gestos...
É só abrir os braços e os corações...


Conseguimos deixar fluir a energia, o amor, sensações, agonias, incríveis desníveis se desfazem. Através do contato, estabelecemos uma forma simples e pura de troca.

Muitas vezes valorizar o próprio isolamento e abraçar a solidão é encontrar paz e fortalecer-se na alma. Pois estar rodeado de pessoas envolvidas com o barulho do mundo pode ser a pior ilusão que faz distanciar-se de si mesmo.
No silêncio abraçamos tantas ideias e ideais...
Porém através do contato encurtamos a distância entre as palavras, enriquecemos laços, desfrutamos o desconhecido sentimento da intimidade, compreendemos o acaso, afirmamos a segurança; dissolvemos a saudade e sem dúvida aprendemos mais que ensinamos.

Às vezes, quando dizemos 'estou bem' é a hora em que realizamos que mais precisamos de uma pessoa para nos abraçar e dizer 'eu sei que você não está'...e com isso tirar de nós aquele peso incondicional que carregamos ao guardarmos tudo para nós.

Através do contato deixamos de ser tão prudentes com nossas verdades pré estabelecidas e abrimos não apenas o pensamento, mas libertamos algumas convicções. O simples pode ser mesmo a melhor resposta; ja pensou nisso?
Dentro de toda verdade, esta a frase de Drummond que nos faz compreender: Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados...difícil é sentir a energia que é transmitida, aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Talvez por isso estamos vendo mais abraços por ai e certamente mais silêncio entre as pessoas.
As pessoas estão se encontrando...

Essa liberdade sem pressa em se aproximar e tentar transformar o mundo a sua volta; colorir outros sentidos, levar uma palavra de certeza, dar as mãos como um meio de respostas, gerar a felicidade através dos sentidos.
Quem foi que disse que precisamos ser distantes para sermos melhores?

O contato nos faz ser ao invés de apenas existir em meio ao caos de olhares evasivos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Quem é você?




Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.
Confúcio

Quando éramos crianças, prestávamos atenção nas conversas dos mais velhos, histórias e experiências sobre sobre a vida que acontecia ao nosso redor e o quanto essa influência pesava sobre as decisões que juntos participávamos sendo uma família.
Percebíamos que mesmo com uma inocência presente, éramos capazes de enxergar algumas boas coincidências entre nós...através de nós e por nós.

Certo e o errado; e como era fácil ficarmos sentados enquanto ocupávamos nosso lugar no espaço.

E hoje buscamos uma exata compreensão sobre nossa jornada nesse espaço. Estamos saindo para o mundo em busca de respostas; nos organizamos em movimentos pela unificação de paz e ideais em comum, começamos a sair para o desconhecido de forma aberta e real.

Queremos enfrentar as divergências, mas ainda não aprendemos a enxergar as diferenças. Buscamos respostas, mas não compreendemos que de nada adianta o questionamento, se o que está errado é a nossa postura diante das perguntas que fazemos.

Tenho visto as pessoas tornarem-se freqüentemente neuróticas quando se contentam com respostas erradas ou inadequadas para as questões da vida; elas se atentam ao imediato e esquecem que lá na frente a colisão será muito maior.
Vive-se demais para o presente dando pouca importância ao senso comum do futuro.

É aquela velha frase de Veríssimo: "Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas".

Ainda nos assustamos com a diferença..entre as pessoas, de opiniões, de vontades e principalmente de princípios.

Há dois tipos de perguntas. Uma que precisa ser respondida e outra que precisa ser vivida, há perguntas práticas e perguntas existenciais.

Perguntas práticas se contextualizam no horizonte da objetividade, perguntas existenciais não provocam respostas imediatas. 

Viver é uma forma de respondê-las. É maravilhoso conviver com elas... 

O que torna uma pessoa especial é sua capacidade de viver intensamente por uma causa. São raras nos dias de hoje... vive-se muito pela metade ultimamente. 
Pessoas que se empenham na realização de seus sonhos não se conformam com a uniformidade, assumem o preço de serem diferentes e, geralmente, nadam contra a corrente. Isso requer coragem! 

Coragem de ser, não simplesmente de fazer. Ser é mais difícil do que fazer, afinal, é no ser que o fazer encontra o seu sustento. 

Faço a partir do que sou. Não o contrário. 

Eis a questão...
Agir é um desdobramento do meu ser. Eu sou, antes de fazer qualquer coisa. Há em mim uma realidade que me faz significar, mesmo que um dia eu fique totalmente incapacitada de realizar qualquer ação. Eu sou, mesmo na incapacidade dos movimentos e na impossibilidade dos gestos. 

Nem sempre podemos compreender tudo isso, por mais simples que seja. 
Vivemos na era da utilidade, onde tudo tem que estar conectado a uma função prática, onde o fazer prevalece sobre o ser. 

O que você faz na vida? Esta é a pergunta. 
O que você é na vida? Continua sendo a pergunta. Mas a primeira é mais fácil responder. 

Dizer o que se faz não dá tanto trabalho quanto dizer o que se é. O que se faz é simples de se dizer e as palavras nos ajudam, mas dizer o que se é, não é tão simples assim, e por vezes, as palavras nem sempre nos socorrem. 

Sou muito mais do que posso dizer sobre mim mesma...

Por isso não gostaria que este artigo terminasse com uma pergunta pragmática, dessas que lemos em todas os papos que costumamos freqüentar. 
Opto por uma pergunta que não espera por resposta imediata, tão pouco pelo desconcerto da fala. 

Só lhe peço que honestamente debruce-se sobre ela: Quem é você?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Um singelo sorriso...



Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios."
Martin Luther King

Sorriso, diz-me o dicionário, é o ato de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contração muscular da boca e dos olhos...O sorriso, ao meu olhar, é muito mais do que tais pobres definições, não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troca, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo, o irônico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.

O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, onde o ser e o estar ocupam o mesmo espaço/tempo.


Há os que dizem mesmo que a vida é muito importante para ser levada a sério…e portanto sorrir é mesmo uma questão de escolha…de cada um.

Existem ainda as inúmeras mensagens que transmitimos ao sorrirmos; uma imprudência ao carisma, um ato de total vergonha ou apenas a necessidade de passarmos adiante onde nossas palavras não alcançam.

Sorrimos quando não sabemos o que falar?

Por que não?…interpretações e contextos nunca se encaixam na mesma frase, então…
Nos encontramos com uma variedade enorme de sorrisos todos os dias e espontaneamente nos abrimos ao alheio, inerente a nossa vontade; uma espécie de agradecimento da alma.
Quando sorrimos, levamos a alguém certa certeza clara e sutil de que o bem esta sempre por perto.
Deixamos claro a ideia de que sorrindo elevamos nossas vontades para outros e com isso abraçamos o que nos faz sorrir.

Ainda existe tudo aquilo que nos faz sorrir a toa por ai…uma essência, não é mesmo?

Quantas vezes já me disseram: Não chore, você fica bem melhor sorrindo...

Talvez…eu ainda creio.. que o sorriso seja a manifestação clara, pura e simples dos lábios; quando cegamente os olhos encontram o que o coração tanto procura.

Ainda que seja um calmante natural para a alma, sorrimos para a vida quando a vida se abre para nós.

E que idioma universal….sem som, sem dúvidas; uma entrega natural.
Definitivamente sem cobranças ou apenas e unicamente sem dívida alheia; ou você o entrega por livre vontade; ou cegamente se tornará um hipócrita de seus próprios valores.

O sorriso possui uma força com infinitas dimensões, ele nos abre portas, o apresenta aos amigos, mostra a força interior, reconstrói nosso interior em questão de segundos, nos liberta da amargura, cura os sentimentos de perda, ele não limita o sofrimento; mas certamente alivia a sua dor.


Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz, isso é bem certo.
Cremos no fundo que tal largo, alegre e lúdico ato da vida seja o responsável pela existência da esperança.

E quando você pensa que conhece todas as faces da vida, descobre-se que as maiores verdades são ditas sorrindo.


Porque não há sentindo, se não houver mudanças... Uma vez inverno, outrora primavera. 
Uma vez sozinho, outrora na multidão. Uma vez chorando, outrora sorrindo. Uma vez observando, outrora sentindo. Uma vez lamentando, outrora se alegrando. Uma vez silêncio, outrora cantando. Tudo está em constante mudança, até mesmo seu coração.


E com ele…descobrimos que o poder de um sorriso esta em ser verdadeiramente inteiro e não apenas um fragmento.

Afinal: Quando percebo minha vida, amanheço o dia sorrindo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Luminaries




References are like footprints left in the world ... short, spaced ... strong.
For some people the emptiness define themselves, for others, much is still very little.
A certain kind of puzzle ... we live like unveiling our footsteps, trying to fit us into a cyclic…continuous system.

There are doubts about the power we have about ourselves, our personal truth.

But the question is: What and who inspire me in this world?

I always imagine an open book filled with stories and memories, like those we receive and share.

We bump head to head, we try to escape, flight ... but life is responsible for blossoming a single interior, one that originates when we are unaware.
No one seeks to understand its roots until starting to feel the ground opening up underneath and not having where to hold.
Parents, teachers ... so many human beings changing and driving my life.

For me there are and there will always be examples, one cannot live without them.
Examples are like the wind that sweeps seconds, so fast that we can not handle it.
Like puffs we receive ... its intense and sublime force show us how to write our story, even if endures as a gale out of time and place, arriving and vanishing.

And isn’t that ephemeral enough for me to understand my existence?

What really matters is that I fit into this parallel universe, because though I have full will be part of a collective, I'm an odd union of reasons and assigned sensitivities.

And nothing and no one can take what I was given by his inner roots.
Today I see that inspiring me is to enjoy the light and flaming breeze with its intense flavours and inconceivable textures to accept that references serves as shades for the path that I will run on and within this mix, I am a reluctant object that insists on staying, and in this absolute truth, know how to say goodbye to the past of this crossroads called life.

No one is prepared for the desert of neither doubts nor so full of themselves in regards of the lakes of certain... metaphors will always exist, you know?
So I understand that seeking a true inspiration in someone requires learn to listen more than talk, observe more than looking and above all worship my roots, because they are responsible for creating my true essence.
Today I am all that has coming for a long time, an all complex and full of wants and desires, quirks and stubbornness, my own fleshly digital imprint.

I have so many ones to admire; so many that is part of my saga; all at its own time and happening that I thank each one for the knowledge donated to me.

I learned to take control of my life and therefore leaving open doors, because they will certainly bring new possibilities and endless questions so I can always move on.

With all the examples that have passed by and certainly still to come in my life, I will not be afraid to say farewell, because everyone is always giving a little about itself, aren’t they?


So are the references, the mirrors, the essence.

domingo, 7 de agosto de 2016

The Rightness




I always want get it right, regardless of our forecasts and guesses.

Trends, patterns, statistics and predictions means nothing without a commitment ... as simple as it can be; when I want I make it worthwhile.


I must understand that everything is relative and depends on me. Things change with imagination and vary in a form of multiple errors.

I shook hands as a way of assuring, a simple and clear understanding that in life, we can only be happy where agreement reigns.

I once read that if you do not take risks for the fear of making mistakes, you may never know the joy that is set. That seems really real.

We have many chances to fail but only one to get it right ... and that is the one we really seek, really need and the one that takes longer to find.

Why? ... Well, that's where the question lies.

If we were so assertive, certainly we would not have so many issues that we needed to work on and engage as a form of daily evolution...Believe, I tried so hard to do the right things all the time; it just gave me more frustration; because the best thing for me, happens by surprise.

Do I need a daily quota of assertive thoughts?
Yes definitely.


It is with it I put focus my actions on the content. Definitely to be happy I do not need the world, I need to position my steps and hit them on the right paths.

I understood that I am not part of a perfect whole, nor were meant to hit bullseye every time and I seldom do it. I make mistakes; I keep going because life always goes on.

I used to wish perfection because we are urgent to our ideals. In the rush, I forget that part of the process set is due to the simple fact that our ideas are evolving during construction. Anxious to make it happen, I fumble, say and do what I did not want to, I tell the worst words to the ones I love more and by fear I run away from responsibility that discerns me.


Are these sudden escapes that I do not comprehend the loss: friends who are gone, the feelings that just frozen, the humbleness that flows, the values that disappear among many frictions, conflicts, insults, abuses, unnecessary haste allowing to rob our sweet insight of feeling, winning, smiling, living, interacting, making friends.


By eagerly trying, I fail to be unique. But it's never too late to blow stars, spread sparks, invade hearts and plant what is

most precious: the "love"; delivering the wonders of life, allowing us to be who we really are and never forget that restarting is part of our own growth.

Growing hurts but transforms you.

I'm always myself but I’m sure I will not be the same forever. 

domingo, 24 de abril de 2016

contemplações


"A pureza é a capacidade de contemplar a mácula."

Contemplemos o belo e o feio. A vida não é um acaso de padrões em seu próprio egoísmo.
Existe um velho ditado que diz: Somos mais gratos à vida, quando somos capazes de contemplar os instantes, sem pensar em porquês. 

Racionalizamos demais onde os instantes devem imperar, porque quando você passa a enxergar a maneira que os olhos contemplam, você entende que eles são além do que meros reflexos. São verdadeiros mundos.

E cada um em seu universo particular não é?

Ninguém compreende a extensão de suas visões, percepções, encontros e realidade interior. Talvez, eu digo talvez; exista uma dose de egoísmo, onde você possa não querer compartilhar sua visão, mas quando menos se dá conta, os mundos se cruzam e você passa a enxergar outros sentidos em diferentes olhares...onde todos se cruzam e fazem absoluto sentido.

É preciso construir experiências.
E para tanto se carece de evolução, a maturidade da experiência deve imperar no coração do ser que já passou pelas ilusões da existência. Se você enxergar somente para sí, o belo permanecerá oculto e jamais será o reflexo. Refletir significa dividir, experimentar, recriar e acima de tudo compartilhar.

Mergulhe, contemple o infinito em sua plenitude, isso será o mesmo que admirar a mais pura e inconfundível beleza que habita no teu ser.

Ao contemplar a vida percebemos que nos alternamos entre dois mundos no esforço de satisfazer duas necessidades humanas básicas: a de sentir-se bem-sucedido e importante e a de pensar em nós mesmos como uma boa pessoa, alguém que merecia a aprovação de indivíduos igualmente bons.
Nossa auto-imagem é como uma fotografia fora de foco, duas imagens levemente borradas em vez de uma única e nítida. 

Dedicamos grande parte da nossa vida e uma considerável quantidade de energia ao esforço de eliminar a lacuna existente entre os anseios da alma e as censuras da consciência, entre a necessidade com freqüência conflitante de termos certeza de que somos bons e a satisfação de ouvir que somos importantes. As pessoas que mais admiramos tendem a ser aquelas que nos dão a impressão de terem eliminado essa lacuna, de terem resolvido o conflito...

E existem tantos conflitos imperativos na vida, aqueles que não nos livramos por pura conveniência, teimosia ou medo. Conheço e certamente conhecerei inúmeras pessoas com  receio das belezas.

As pessoas acordam do sono da ignorância para contemplar a aurora
espiritual, mas para 'manter o dia radiante e claro',é preciso adquirir
um testemunho da verdade, se não, o sono volta.


E quando aprendermos a contemplar a vida em cada pequeno detalhe e ver a grandeza do que nós somos, não precisara de mais nada para estar feliz e grato por simplesmente existir.

sábado, 4 de julho de 2015

Das verdades da vida.


Não existe verdade absoluta, já dizia Platão.

É preciso pararmos de contar o tempo. Mais um ano...mais um dia...
Existe uma frase muito certa sobre isso: haja ontem para tanto hoje; talvez por isso a existência e seus dias sejam tão cheios de significados, onde todos e absolutamente cada um possuam valores e significados distintos.

É tanta intensidade que faltam adjetivos.

Vivemos para os acontecimentos; alguns nos permitimos...para outros somos surpreendidos pela leveza do ser e da permissão inesperada. A prudência em cada um esta no abandono ou na banalidade que a vida nos submete e na leveza de se entregar.

Para cada episódio deixamos muito, levamos algo, doamos muito mais do que ganhamos; é assim; somos pagadores de dívidas existenciais e quando acertamos nossas pendências nos obrigamos a riscarmos certas listas, apagar e seguir em frente.
E mesmo riscando, outra lista nascerá; faz parte da vida somarmos no decorrer do caminho. 

Nós aprendemos?, esta aí uma pergunta que jamais saberemos responder sem abrirmos precedentes para novos questionamentos.
Mudamos ou nos adaptamos; é isso. Mas quem nunca mudou ou aprendeu a se adaptar com o tempo certamente ainda não caminhou o suficiente. 

O tempo...inevitavelmente a única certeza que nos freia, nos acelera, impulsiona nosso ser em descontarmos nas incertezas as banalidades as quais tanto insistimos em viver.
Somos exatamente o que nos propomos ao abrirmos mão das verdades?
Certo que sim.

E quem poderá descrever ou enumerar as passagens de nossa lista pessoal, se não nós mesmos?. A verdade é que desistimos de contar nossas ações; deixamos que as palavras tomem proporções e muitas vezes abafamos, encurtamos ou mesmo provamos o silêncio de nossa verdade pessoal. Jogamos com a felicidade e isso traz para a nossa lista o número um das pendências que abraçamos. 
Não nos anulamos como prova de contradição, não existe tal fato.

Olhamos em volta e enxergamos...
Se prestarmos atenção veremos que tudo que acontece é uma pecinha que completa um quebra-cabeça. E que a cada peça ele vai tomando forma. É como se cada passo nosso estivesse interconectado com uma lei própria, cronometrado em uma sincronia incrível. Os amigos, os amores, a família.

A vida vai dançando a música que escolhemos com uma melodia harmônica.
A alegria de ser único, inteiro e completo e também de poder acrescentar, de ser parte de algo maior e muito além de nossa compreensão racional. 

Escolhi como verdade as palavras que escuto nas entrelinhas e no silêncio. 
Escolhi que o certo é o que o coração fala e a cabeça pondera.
Escolhi ser a parte do universo que acredita e que é feliz simplesmente por existir.


A verdade das verdades é que a vida possui um som que reverbera; e seu grito pode ser do tamanho de suas escolhas. Seja pouco e colherá nada...seja muito e você espalhará sementes pelo mundo.

As opções estão aí.